Bolsonaro

O QUE SERÁ DE BOLSONARO COM O FIM DO AUXÍLIO DE EMERGÊNCIA?

A questão inquietante para as esquerdas, enquanto se aproxima a primavera, não é se Bolsonaro vai ou não voltar a ser o que era antes da prisão de Queiroz e das advertências do Supremo para que cuidasse dos filhos e também parasse de brincar com a ameaça de golpe.

O velho Bolsonaro do agora basta não existe mais. Mas como ele irá se comportar se perder o apoio que conquistou com a ajuda dos R$ 600, quando o povo não dispuser mais do dinheiro?

Bolsonaro e os militares não têm a mínima chance de voltar a ameaçar com a interferência das Forças Armadas como poder moderador.

A turma de Sara Winter pode até voltar a fazer atos golpistas na Esplanada dos Ministérios. Os garotos podem continuar ameaçando pelas redes sociais. O Gabinete do Ódio pode continuar operando dentro do Planalto, apesar de já ter sido flagrado.

Mas não há como Bolsonaro voltar a ser o Bolsonaro dos blefes. Ele vai ameaçar jornalistas, mandar recados à oposição, vai ampliar a atuação dos seus arapongas, mas não será mais o mesmo de antes de 18 de junho, quando Queiroz foi preso.

A imitação de Bolsonaro mais próxima do antigo Bolsonaro talvez se manifeste, por estresse, nos próximos meses. Acontecerá quando for interrompido o auxílio emergencial e ele ainda não tiver o retorno do programa de renda mínima, se conseguir implantá-lo.

O programa pode ter impacto maior do que o Bolsa Família, mas não substitui o auxílio emergencial criado na pandemia.

O auxílio equivale hoje a um pleno emprego temporário para a população de baixa renda. Beneficia mais de 64 milhões de pessoas.

Menos da metade desse contingente terá acesso à renda mínima. Com o fim do auxílio, serão pelo menos 30 milhões de pessoas devolvidas a um mercado que não existe mais.

O desalento dessa gente será o grande desafio para Bolsonaro, depois da melhoria na imagem do sujeito com o socorro dos R$ 600.

Qual é o real apoio de Bolsonaro hoje e que tamanho terá esse apoio até o fim do ano? O presidente do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, acha que a popularidade de Bolsonaro na última pesquisa do Datafolha está superestimada.

Coimbra entende que o Datafolha erra, ao fazer a consulta apenas por telefone. Seria uma amostragem com grande chance de estar esquentada. Bolsonaro não teria a provação de 37%.

A aprovação seria de quanto? Chegamos ao momento em que, por desorientação, desconfiamos até das pesquisas. Bolsonaro, que não sabe de nada do que se passa no governo, entusiasmou-se com a ideia de que será o Lula da direita e sairá a inaugurar as obras iniciadas por Lula e Dilma.

Vai inaugurar obras até a eleição. Mas no meio do caminho pode ter o impacto do fim do auxílio. Esse é o mistério. O que será de Bolsonaro com um povo de 30 milhões de pessoas sem os R$ 600?

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A CHARGE DE MONTANARO NA FOLHA

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RACISMO CERVEJEIRO
Quer dizer que os cervejeiros também formam uma irmandade branca e racista, como admite o próprio presidente de uma associação da área?

Ah, mas não são todos. Sim, sabemos. Alguém deve conhecer muitos cervejeiros não-racistas. Mas não é deles que estamos falando.
Cervejeiros racistas, cantores sertanejos (inclusive os negacionistas arrependidos), peões de festa de boiadeiro – todos são da mesma turma.

(Esta nota foi escrita com base em depoimentos da somellier Sara Araujo, que infelizmente frequentou grupos de cervejeiros e foi atacada por fascistas dos mesmos grupos em trocas de mensagens. Porque é mulher e negra metendo-se num mundo de machos brancos. Eu confio no que ela diz e espero que os racistas paguem pelo que escreveram em mensagens nojentas.)

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OS PICARETAS
Flordelis cometeu erros, foi descoberta como criminosa e desmascarada. E os outros deputados e governantes da mesma laia que continuam ludibriando quem acredita nas farsas dos que exaltam Deus acima de todos e de tudo?

A extrema direita tem um jardim com muitas outras flores malcheirosas no Congresso. E nos governos.

O grupo de 300 picaretas do Congresso, citado por Lula em 1993, era fichinha comparado com os bandidos de hoje.

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Spike Lee reeditou o vídeo do clipe They Don’t Care About Us para homenagear Michael Jackson, que faria 62 anos neste sábado, dia 29. Acrescentou imagens dos protestos antirracistas que se espalharam pelo mundo este ano. Vale a pena ver.

Está no link abaixo:

https://youtu.be/PoEa9bzeTu0

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