O RUI DA PALMARINCA

Este moço com o crachá aperta a mão de leitores há 46 anos. Tinha 20 anos quando começou com a sua Palmarinca.
Se eu tivesse que falar de um livreiro hoje, como expressão de resistência, no mais amplo sentido do que significa resistir, eu falaria de muitos deles, mas agora falo do Rui Gonçalves.
No sábado, fui até a sua barraca na Feira para pegar o último livro de Aldyr Schlee, O Outro Lado – Noveleta Pueblera. Conversamos um pouco, eu me afastei, olhei de longe e decidi fazer uma foto.
Acho que fiz a foto de um livreiro. Aí está o Rui, o cara que sabe muito bem com o que lida nesses tempos de supermercados de livros.
Enquanto as grandes lojas de best-sellers vão quebrando e morrendo, a Palmarinca do Rui continua forte e afetiva, na Jerônimo Coelho, naquele entorno de muitas outras sobreviventes.
Que sobrevivam e se fortaleçam as livrarias que fazem os livros viverem mais, e não só as que apenas vivem dos livros.
(Quem quiser saber mais sobre a Palmarinca, o Rui e os tempos sombrios em que a livraria surge, para resistir e se manter até hoje, deve ler Palmarinca – 45 anos, Livros, sentimentos, capitalismo e resistência, do Cesar Beras.)

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