OS EXCESSOS E AS “PESSOAS DE COR”

Duas declarações reafirmam o que pensam nossas elites, num momento em que não há como tentar passar pano com palavras bem escolhidas, no caso do assassinato do trabalhador negro João Alberto Silveira Freitas, no Carrefour.

Primeiro, a frase do governador gaúcho, Eduardo Leite:

“As cenas são incontestes de que houve excessos que deverão ser apurados e dada a consequência para este crime”.

O governador viu o que considera excessos na cena do assassinato. Uma palavra cuidadosa, bem escolhida. Poderia ter visto brutalidade, selvageria, violência, covardia, arbitrariedade. Viu excessos.

O prefeito Bruno Covas disse o que o governador do Estado em que aconteceu o assassinato deveria ter dito:

“Inaceitáveis, injustificável e repugnantes as cenas de violência em Porto Alegre. É inegável o racismo”.

Agora, a frase do vice-presidente da República, Hamilton Mourão:

“Digo com toda a tranquilidade: não existe racismo no Brasil. É uma coisa que querem importar, mas aqui não existe”.

E, para completar, também pela voz do vice, a definição dos negros como pessoas de cor:

“Morei dois anos nos Estados Unidos, racismo tem lá. Na minha escola, o pessoal de cor andava separado. Isso eu nunca tinha visto no Brasil. Saí do Brasil, fui morar lá, era adolescente e fiquei impressionado com isso aí”.

Ainda bem que isso aí contra gente de cor, segundo Mourão, só existe nos Estados Unidos.

https://www.brasil247.com/

One thought on “OS EXCESSOS E AS “PESSOAS DE COR”

  1. Para os negacionistas, Racismo é o q eles vêem nos filmes de Hollywood, através da Klu Klux Khan.
    Ou nos livros DE História do colegial retratando a Casa Grande e Senzala.
    São UNs SIMPLÓRIOS metidos a intelectuais.

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