Os infiltrados na Receita e o jornalismo lavajatista

O auditor fiscal Ricardo Mansano de Moraes, um dos servidores acusados de invadir o sistema da Receita para vazar dados de ministros do Supremo e familiares, tem salário de R$ 38.261,86. É o que informa o jornalista Tácio Lorran, do Metrópoles.

O que eu, tu, todos nós queremos saber agora é para quem os dados eram vazados no esquema lavajatista de cerco a Alexandre de Moraes e ao STF .

Esses dados chegavam a alguém que centralizava a distribuição das informações. Tem jornalista envolvido? Pode ter. E aí teremos uma longa discussão sobre o direito do acesso a informações, mesmo as obtidas de forma criminosa.

Jornalistas podem dizer que não sabiam que eram informações ilegais (o que será uma desculpa furada) e que esquemas criminosos são denunciados muitas vezes a partir de ações criminosas.

Poderão alegar que, para chegar às movimentações de ministros e seus parentes, alguém se infiltrou na Receita e depois passou os dados a alguém que os repassou aos jornalistas.

Vamos ao exemplo histórico desse tipo de ação criminosa. Sergio Moro permitiu que a Polícia Federal grampeasse Dilma, em março de 2016. O objetivo era grampear Lula.

O conteúdo do grampo criminoso foi repassado por Moro a alguém da Globo, que o exibiu no Jornal Nacional. O que aconteceu com a Globo? Nada. E com o ex-juiz? Nada. Porque as vítimas eram Dilma e Lula.

É possível que os vazamentos de agora, de dentro da Receita, que municiavam os novos lavajatistas contra o Supremo (com o apoio de parte das esquerdas), também sejam vistos como ‘normais’.

E o baile segue, com todo mundo dançando bem agarradinho a Flávio e Michelle Bolsonaro, a Sergio Moro e aos fascistas em geral. Tem jornalista dançando bem coladinho.

______________________________________________________________

BANDIDAGEM ATIVA
A operação contra os invasores de dados da Receita vai oferecer mais uma prova de que a extrema direita continua atuando como quadrilha dentro das estruturas de Estado, apesar de ter perdido a eleição e fracassado no golpe.

Até o estagiário da Abin sabe que o fascismo mantém suas engrenagens golpistas funcionando, dentro e fora do setor público.

2 thoughts on “Os infiltrados na Receita e o jornalismo lavajatista

  1. Pra que infiltrar “agentes” na Receita Federal, se um bom hacker, como o Walter Degatti, o Vermelho, é capaz de acessar tranquilamente qualquer declaração de imposto de renda, armazenada no banco de dados da Receita Federal ? No Brasil a segurança de dados cibernéticos é uma PIADA. Eu me lembro de uma quadrilha que vendia pen drives, com dezenas de milhares de declarações de Imposto de Renda, em banquinhas de CAMELÔ na Praça da Sé, em São Paulo. Li recentemente de um especialista em segurança digital, que o tal do gov.br, mesmo nos níveis prata e ouro, não oferecem segurança NENHUMA. São facílimos de serem raqueados. E o pior é que para se cadastrar nesse porcaria de gov.br, vc tem que fazer um RECONHECIMENTO FACIAL. Ou seja, é mamão com açúcar para golpistas e estelionatarios deitarem e rolarem com nossos dados pessoais. Ah……já ia me esquecendo: lembram-se do caseiro FRANCENILDO ? Aquele que denunciou na CPI A “República de Ribeirão Preto”, comandada por Antonio Palocci ? Pois é, o governo LULA, via Caixa Econômica Federal, DEVASSOU a conta bancária do coitado, ao melhor estilo KGB, sem nenhuma autorização judicial. Nenhuma novidade em terras tupiniquins. Os cachorros continuam mijando no poste. No dia em que poste mijar no cachorro, aí eu vou achar estranho.

  2. Alguém duvida que a extrema direita forma uma grande quadrilha e se protegem mutuamente? Cobertura da imprensa dita isenta – pois sim – é certa e infelizmente ainda pauta o noticiário.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Website Protected by Spam Master


5 + 1 =