Os muitos Judiciários

Sou solidário com as famílias das vítimas da Boate Kiss, que tiveram negado pelo Superior Tribunal de Justiça um pedido de indenização, feito pela defensoria pública, contra a prefeitura de Santa Maria e o governo do Estado.
Está decidido, nesse processo, que o setor público não deve nada a quem perdeu os filhos na boate.
Já em São Paulo, o Tribunal de Justiça decidiu anular o julgamento de 74 policiais militares condenados pelo massacre do presídio do Carandiru.
A decisão é esta: não houve massacre, houve legítima defesa.
Os pais que perderam filhos na Kiss teriam alguma chance se o processo corresse em Curitiba e a indenização fosse cobrada de alguém ligado ao PT ou às esquerdas.
Com o processo do Carandiru, aconteceria a mesma coisa, se os policiais militares tivessem agido em nome de um governo petista (o massacre ocorreu durante um governo tucano).
Os muitos Judiciários brasileiros, na definição da ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo, decidem o que têm de decidir quase sempre a favor e contra os mesmos.
Ah, dirão, mas em alguns casos não é assim. Alguns casos são alguns casos.

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