OS POBRES ARGENTINOS E OS NOSSOS POBRES

A direita argentina reage com fúria ao esforço de Alberto Fernández para tributar altos rendimentos, fazendeiros e patrimônios e assim poder socorrer aposentados e famílias em situação de miséria.
É a reportagem de capa do jornal Página 12. Lá tudo é feito no sentido inverso do que Bolsonaro faz no Brasil ao favorecer os ricos e tirar o Bolsa Família de mais de 1 milhão de mães, além de deixar mais de 2 milhões de pessoas na fila à espera de benefícios do INSS.
Só que na Argentina os ricos atacam o governo de esquerda, principalmente os latifundiários, que prosperavam enquanto Macri quebrava o país. E os pobres e os miseráveis aplaudem o governo de Fernández-Cristina.
No Brasil, Bolsonaro favorece os ricos e os latifundiários e ainda tem o apoio de boa parcela da classe média e dos pobres que se acham da turma dos fazendeiros, dos grileiros e do pessoal da pato da Fiesp.
Aqui, se um governo decidisse tributar os ricos, como o peronismo kirchnerista faz na Argentina, a classe média e os pobres bolsonaristas iriam para as ruas.
Alguém pode dizer que a maioria dos pobres não apoia Bolsonaro. Mas eles ainda são muitos, mais do que deveriam ser. E o pobre bolsonarista é mais ativo e militante do que o pobre não-bolsonarista.
O pobre bolsonarista é religiosamente bolsonarista. É um pobre de fé, que paga dízimo para ser bolsonarista.

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