OS PÓS-DOUTORES DA DIREITA

A imprensa está mobilizando gente de peso para bater no PT e em Haddad. É algo que as pessoas de mais de 60 anos só viram quando da véspera do golpe de 64.

Os jornais arregimentam ‘formadores de opinião’ de todas as áreas, incluindo as universidades, para que escrevam alertas sobre o perigo vermelho. Está de volta a mais rasa tática do medo.

Recrutam gente que possa dar um ar de ‘seriedade’ aos ataques. Se são professores, alguns com altos cursos de pós-doutorado nos Estados Unidos, devem saber o que falam.

A Folha de S. Paulo, O Globo e o O Estadão estão bem articulados. Além dos jornalistas de direita que têm em estoque para emitir opiniões, chamam convidados para que ocupem suas páginas. É um esquema antigo, agora aperfeiçoado e intensificado.

Faz parte da esperteza de uma certa elite que se considera detentora de todos os saberes. Agora, não são apenas os golpistas do PSDB, mas os ‘cientistas’ que advertem para a necessidade de se buscar o centro, mesmo que todo mundo saiba que esse centro político não existe mais.

O golpe matou os golpistas, e os sobreviventes foram empurrados para a extrema direita. O que esses professores não dizem, para manter a fleuma liberal, é que muitos deles são bolsonaristas enrustidos.

A direita começa a sair do armário inclusive na academia. Há mais reacionários nas faculdades do que se pensava, inclusive nas universidades públicas.

Os estudantes estão nas mãos de uma direita cínica, voltada não só para o mercado, com seus pragmatismos utilitaristas, mas para as demandas do golpe.

Imagine-se o tormento de quem frequenta ambientes acadêmicos sequestrados por golpistas. É aceitar ou reagir, como os estudantes fizeram durante a ditadura.

Desta vez, a esperança de todos nós são as mulheres. Elas vão derrotar o fascismo que agora se apresenta com os carteiraços dos pós-doutorados.

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