Os que não sabem quase nada

Para os que ainda se espantam com as imperfeições da democracia, mais visíveis em períodos eleitorais. Muitos brasileiros não sabem quem é o ministro que cuida da economia e tenta, e consegue, controlar a inflação.

Segundo o Datafolha, Fernando Haddad é uma boa alternativa a Lula e empataria com Flávio Bolsonaro. Teria 41% dos votos hoje, contra 43% do filho ungido.

E aí aparece o problema, que não é só de Haddad, mas impressiona porque ele já foi candidato a presidente em 2018.

Segundo o levantamento, 14% não sabem quem é Haddad, que também já foi prefeito de São Paulo e é hoje o pilar do ministério de Lula, com uma performance excepcional como gestor da economia.

De cada grupo de 20 pessoas, três não sabem dizer quem ele é. E, se não sabem, não desconfiam de qual seria sua tarefa no governo.
E aí não tem como não perguntar: por que essas pessoas não sabem o que parece que deveriam saber?

Temos então parte da resposta nesses dados de pesquisas do mesmo Datafolha. Vinte e cinco por cento dos brasileiros têm medo de se vacinar e vacinar os filhos contra doenças que existem desde a Idade Média.

Oito por cento acreditam que a Terra é plana. E quarenta e três por cento dos brasileiros desconfiam das urnas eletrônicas. Por que todos deveriam conhecer Haddad?

E tem mais essa, também do Datafolha sobre a eleição em São Paulo: quando os pesquisadores perguntam o quanto as pessoas conhecem os candidatos, 50% conhecem Haddad e 47% conhecem o
extremista moderado Tarcísio de Freitas.

Mas Tarcísio venceria Haddad por 52% a 37% numa disputa de segundo turno. Entenderam? A maioria vota em quem menos conhece.

4 thoughts on “Os que não sabem quase nada

  1. O Moises só não percebeu que o Lula foi eleito em 2022 exatamente por causa dessa turma do “não sabem quase nada”, pois se soubessem não dariam um terceiro mandato para esse sujeito, envolto e beneficiário direto dos dois maiores esquemas de corrupção da história da República: o MENSALÃO e o PETROLÃO. No MENSALÃO do “eu não não sabia de nada”, nem sequer foi processado. No PETROLÃO nove magistrados (um juiz federal, três desembargadores federais e cinco ministros do STJ) o condenaram a mais de 12 anos de reclusão. O resto da história, lá no Supremo, em sede de embargos de declaração, três ministros resolveram anular os processos. É o país dos que não sabem quase nada.

  2. O Haddad não consegue controlar a inflação e nem é mais papel do ministro da Fazendo fazer isso. O controle da inflação é uma luta do Banco Central sozinho.

    Se fosse pelo Haddad, a taxa de juros estaria em quanto hoje?

    1. A inflação foi controlada, mas controlada num patamar altíssimo de preços. A população sente isso na hora de passar o carrinho no caixa do supermercado ou do mercadinho do bairro. A coisa mais comum que existe hoje no Brasil é o povo consumidor ter que descartar alguns produtos na boca do caixa, porque o dinheiro não dá. Basta ver a quantidade de produtos que superlotam dezenas de carrinhos perto dos caixas, para que funcionários recoloquem tudo de volta nas prateleiras de origem. Esse é o fator número um que vai DERTOTAR Lula em outubro. Depois vem a VIOLÊNCIA, a roubalheira do INSS, o Lulinha, o escândalo VORCARO, a Janja, o Toffoli, o Alexandre de Moraes, a Acadêmicos de Niterói, a família enlatada, e o deboche com os evangélicos. Sem contar, é óbvio, a fadiga de material: ninguém aguenta mais olhar pra cara ou ouvir a voz cavernosa desse sujeito. Tchauzinho, Lula. Vá pela sombra, viu ?

  3. Normal. Quanto mais acesso à informação mais diversionismo do que conteúdo é atrativo para a maioria. Vide estes dois manés acima.

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