Os relógios

O ex-governador baiano Jacques Wagner ganhou dois relógios da Odebrecht. O petista admitiu que tem os relógios e que nunca os usou. Deveria ter recebido o presente de aniversário? Por que não devolveu? São aquelas perguntas que surgem numa hora dessas.

E aí tem então a história dos R$ 23 milhões que o tucano José Serra ganhou de presente da mesma Odebrecht e que foram depositados na Suíça, segundo um delator.

E surgem também as mesmas perguntas: tem o dinheiro, não tem, nunca usou, por que não devolveu?

A Lava-Jato chegou àquele momento em que dois relógios e R$ 23 milhões parecem ser equivalentes, porque configuram corrupção e assim frequentam os mesmos espaços nas capas dos sites da imprensa dita ‘independente’.

Porque agora o objetivo é exatamente este: dar a entender que os relógios que teriam comprado o petista Jacques Wagner têm o mesmo peso dos R$ 23 milhões usados para comprar José Serra.

Fazer o quê? Tentar ter um mínimo de discernimento, o que nem sempre é possível quando se quer que um relógio e um caminhão de dinheiro sejam a mesma coisa.

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