O FH pós-golpe

Trecho de artigo de Fernando Henrique Cardoso hoje em O Globo: “O desafio das lideranças renovadoras será o de criar, mais do que uma “narrativa”, propostas que desenhem caminhos para a nação. Teremos capacidade, coragem e iniciativa para rever posturas, caminhos e alianças? Terá o PT disposição para uma verdadeira reconstrução e para o diálogo

O projeto do emburrecimento

Até os biguás do Lago Paranoá sabem que a argumentação jurídica de tucanos, jaburus e outras aves foi o de menos para a cassação de Dilma Rousseff. A controvérsia sobre as pedaladas irá se arrastar até o fim dos tempos, com juristas alinhados em lados opostos, dependendo principalmente da ideologia de cada um. E não

Os medíocres

A reputação do cientista político Wanderley Guilherme dos Santos permite que ele faça uma comparação sempre arriscada. Para denunciar o projeto do golpismo, ele assegura: os que cassaram Dilma têm “um compromisso antinacional e reacionário muito mais violento que o dos militares  em 1964”. “É pior do que em 64”, diz Wanderley em entrevista a Marco

Gente de estilo

Percebam a categoria do texto de Ruy Castro hoje na Folha, num artigo de agressão a Dilma Rousseff: “Este é um velho problema de Dilma: excesso de cabelinho nas ventas”. Ruy Castro é o autor de uma biografia-caricatura de Nelson Rodrigues, que enganou meio mundo. Escreveu outras, que muitos compraram e poucos leram. Ultimamente, potencializou

Agressores impunes

Os valentões se encorajaram ainda mais com o golpe. Um advogado agrediu a senadora Vanessa Grazziotin, na quarta-feira, dentro de um avião. Teria sido sua demonstração de coragem e civismo contra a ameaça comunista. O valente chegou a ser detido pela Polícia Federal, mas foi solto. Anda dizendo agora que sofre ameaças por telefone. O