PAMPEIRO

A vila Pampeiro, no meio das fazendas de Livramento, me ofereceu referências decisivas para minha lida de jornalista. Foi ali, em 1974, que descobri, aos 21 anos, como repórter do jornal A Plateia, que as pessoas comuns seriam a principal fonte do meu trabalho.
Volto a Livramento dia 3, terça-feira, para um encontro com estudantes e professores no Ifsul, e relembro que foi ali que fiz minha primeira grande série de reportagens. Foi sobre a Pampeiro pobre e desesperançada no meio dos campos do latifúndio.
Foi com essa reportagem que conquistei meu primeiro prêmio, o Adjori (Associação dos Jornais do Interior) de jornalismo de 1974. O que construí na minha história como repórter, a partir do que fiz no Alegrete e em Livramento, teve muito de Pampeiro como inspiração. E a maioria dos prêmios que recebi como jornalista reconheceu trabalhos que têm a vida de pessoas comuns como tema.
Volto à cidade que confirmou minha vocação de repórter para uma conversa na terça-feira, dia 3, no Ifsul (Instituto Federal Sul-rio-grandense), a partir das 19h. Vamos conversar sobre a imprensa e o golpe.
Quero ir à Vila Pampeiro, pela curiosidade de saber como está hoje (na época, falavam até na importação de colonos japoneses, para que o perfil do lugar fosse mudado…).
Quero também, finalmente, trazer um saco da carqueja especial de Palomas que meu amigo Duda Pinto me prometeu há um ano.
A foto que publico aqui é da reportagem de 1974. Me lembro de quase tudo e me lembro dessa senhora. Me lembro que o jornalismo iria ajudar a salvar o mundo.
O que mudou na vila Pampeiro? Passarei por lá para saber.

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