Parece uma viúva alegre, mas é uma madrasta indo à guerra
A guerra deflagrada por Michelle contra os enteados é entendida como um conflito dela com Ciro Gomes, mas só pelos mais ingênuos. Ciro está para Michelle como Bolsonaro esteve para Trump. É só um bom pretexto.
Cearenses, paulistas, gaúchos, sergipanos sabem, desde o começo da briga, que Michelle usa os atritos regionais com Ciro para tentar se impor junto aos filhos de Bolsonaro. Mesmo que existam, e claro que existem, os conflitos locais de interesse no fato do PL se aprochegar ao tucano.
Michelle entrou na guerra pelo governo do Estado, defendendo Eduardo Girão como seu candidato, e pelas candidaturas às duas vagas para o Senado, que envolvem disputas dentro do bolsonarismo. E aproveitou para afrontar o núcleo familiar que ainda a rejeita.
Se não tivesse os conflitos cearenses, iria encontrar, como achou em Fortaleza, outro lugar e outras brigas para dizer que disputará a hegemonia caseira da extrema direita com Eduardo, Flavio e Carluxo.
É jogo pesado. A nota que largou nessa terça-feira, em resposta aos garotos de Bolsonaro, é coisa de profissional. Aborda a condição de mulher e de mãe com maestria:
“Antes de ser uma líder política, eu sou mulher, sou mãe, sou esposa e, se tiver que escolher entre ser política, mãe ou esposa, ficarei com as duas últimas opções”.
E dá um recado, na condição de política, que os irmãos terão de aceitar ou refutar, se forem capazes de reagir. Diz que Bolsonaro pode estar errado no apoio a Ciro e que ela tem voz e deseja ser respeitada nas discordâncias com o marido e os enteados.
Na amarração, um nó em tom evangélico: pede perdão por ter provocado conflitos na família e fortalece sua vocação religiosa. Michelle é a que perdoa, mas não recua.
E agora? É Michelle quem está atacando, e os irmãos se defendem do jeito que dá. Bolsonaro está preso, Valdemar Costa Neto tenta conter a leoa, assim definida por Girão, e a extrema direita já faz as contas do primeiro balanço. Michelle grita: eu entendo de direita, não vocês.
Qual será o estrago da guerra na família nas estruturas do fascismo? O que Tarcísio ganha ou perde com isso? Como as bases reagem a uma situação em que uma mulher enfrenta três homens, enquanto o marido puxa cadeia? O que a guerra significa para Lula?
As primeiras batalhas provocam outros desdobramentos, para muito além do ambiente do bolsonarismo. Mais adiante, ficaremos sabendo, pelas reações da velha direita, como Michelle passa a ser vista sem o modelito de santinha dos Bolsonaros.
Ela já visitou o marido na cadeia vestida toda de preto e com óculos escuros. Seria uma viúva clássica, se não acenasse para os apoiadores e sorrisse em pose de mulher forte e feliz para os fotógrafos. Parece cena de história de Nelson Rodrigues.
Michelle está dando dribles em quem estiver por perto, desorientando boa parte das lideranças fascistas e largando pontos de interrogação sobre as cabeças de Valdemar, Ciro, Kassab e pelo menos dois terços do Congresso.
Os filhos conseguirão contê-la como orientadora de condutas? A direita vai querer segurá-la? O que Bolsonaro, deprimido na prisão, pode fazer para acalmar o clã, sabendo que ela disse, na nota de resposta aos três irmãos, que desafia inclusive as ideias do marido?
Michelle pode não estar se livrando da tornozeleira do comando familiar, porque talvez não sobreviva em total liberdade e sem a ‘submissão saudável’ ao marido encarcerado. Mas começa a testar sua força chamando muita gente para a briga.
Michelle tenta também atrair a atenção da direita não bolsonarista. Observadores de redes sociais, que medem humores com métricas, asseguram que ela está vencendo.
Se decidir sair pelo Brasil dizendo o que pensa, com lugar de fala de mulher, mãe e política, quem será capaz de segurar o que pode ser o novo bolsonarismo de Michelle, a ex-ajudadora?

Da série “A Internet é eterna”: entrem no YouTube e digitem: “Ciro diz que tem provas de que Bolsonaro é Ladrão”. É um corte de apenas 24 segundos do podcast FLOW. Esse é o cara que Bolsonaro e seus filhos hoje querem apoiar. 24 segundos só. Depois me digam se Michelle tem razão ou não. Tudo bem que o Geraldinho “PICOLÉ DE CHUCHU” já disse em palanque que “Lula quer voltar à cena do crime”. Nada como um dia após o outro e uma noite no meio.
A dupla de fascistas pobres e vira-latas coprofágicos que espera ansiosa pelos textos de ‘merda’ do Moisés só para descarregar suas frustrações e ódio não se emenda. Sem nada para atacar no governo Lula, cuja popularidade só tem crescido e todas as pesquisas já apontam para o mandato 4.0 do ‘velhinho pau de arara, cachaceiro, iletrado e ex-presidiário (com muito orgulho ‘, um se apega em questões semânticas tratadas ironicamente pelo blogueiro e ataca a tarifa zero e o outro, que também adora viver no país que chama de ‘Bostil’, apesar dos costumeiros surtos e poses de vítima iguais aos de seu fantoche, traz à baila a questão das autoescolas como se fosse um assunto de extrema importância na atual conjuntura política. Claro que faz isso para fugir de abordar esse tema espinhoso não só para a imprensa que se tornou a maior chacina dos últimos tempos, operação comandada por Castro e os chefões das polícias e cada vez mais desmascarada.
Sempre convém lembrar aos dois ‘desmemoriados’ que têm predileção por viver atolados no ‘Bostil’ e vomitar aqui no blog aquilo que costumam engolir, que, nesses mais de quinhentos anos a ‘esquerdalha nojenta’ só esteve no governo (também é bom não confundir governo e poder, pois não são a mesma coisa) por ínfimos vinte anos. Ou seja, os dois vira-latas reclamam, xingam, ofendem o Brasil e seu povo, como se estrangeiros fossem, pelas toneladas de merda, pelas cagadas dos ricos e poderosos que eles defendem e que sempre criaram mecanismos políticos, jurídicos, ideológicos, culturais e opressivos para assegurar seu domínio de classe. As polícias de hoje e de ontem surgiram como braços de controle para evitar a organização e a revolta das massas.
Micheque não tem a menor tarimba para tratar de pólíticas de alianças, onde engolir sapos é o de menos. Logo mandam ela calar a boca e obedecer os machos alfas fascistas.