Por que não posso escrever sobre a estátua do véio da Havan
Não vou escrever nada sobre a queda da réplica grotesca da estátua da liberdade da loja do véio da Havan em Guaíba, na Grande Porto Alegre, derrubada pela tempestade dessa segunda-feira.
Não escrevo porque em 2021 eu escrevi que o véio deveria, em nome da liberdade absoluta que ele prega, inaugurar uma loja com a estátua em Cabul.
Fui processado e condenado em primeira instância, porque poderia estar estimulando o ódio contra o véio e as estátuas. Perdi para a estátua e fui condenado a indenizar o sujeito em R$ 10 mil.
Meu recurso está sendo cozinhado em segunda instância. O processo completa agora quatro anos. Me perguntam por que uma ação cível, que não necessita de provas, por ser baseada em texto público, me deixa dependurado no Tribunal de Justiça de Santa Catarina.
Eu não sei. O TJ catarinense seria muito cuidadoso? Mas e outros casos já julgados no mesmo TJ, que têm o mesmo Luciano Hang bolsonarista como autor da ação?
Já me disseram, citando situações semelhantes, que o empresário tem presença impositiva inclusive na Justiça catarinense, pelo que representa no Estado como milionário e ativista de extrema direita. É o que dizem.
Mas isso explica o tratamento a um jornalista que escreve há 55 anos? Por que a Justiça de Santa Catarina, que tem tratado os grandes jornais e as celebridades com deferência, no julgamento de casos envolvendo esse sujeito, não leva em conta minha trajetória de jornalista?
Pode ser porque eu não pertenço a uma grande corporação de mídia e não sou celebridade. É uma situação que me chateia, porque até prêmio de jornalismo da Associação dos Magistrados Brasileiros eu já mereci por exaltar o trabalho da Justiça.
Eu repito: eu tenho um prêmio da AMB. Esse prêmio tem que ter algum sentido diante de uma estátua de plástico de um ativista de extrema direita.
O Tribunal de Santa Catarina poderia respeitar minha história e a de todos os jornalistas perseguidos por esse sujeito. Mas eu prefiro ficar quieto. Posso perder de novo para a estátua.
Já me aconselharam a me calar, como o véio deseja (e por isso me processou quatro vezes), e a fazer média com os desembargadores catarinenses que participam de banquetes com o indivíduo.
Eu tento, eu me esforço. Por isso não escrevi nada sobre os ventos que derrubaram a estátua do véio, um dia depois de o sujeito ter escrito nas redes sociais que Pinochet é seu ídolo.
Preciso tomar cuidado, porque o TJ de Santa Catarina parece ter medo do véio da Havan, o que me constrange e me envergonha, mesmo que eu não tenha relação nenhuma com esse mundo de totens e estátuas em que eles vivem.
(A melhor imagem da estátua tombada é essa que eu publico e está na capa de todos os jornais. A foto é de Valmir Michelon, do Jornal Nova Folha Regional de Guaíba)

Eita, Moisés, demorou pra perceber que vivemos sob uma Ditadura da TOGA, hein ? Quando você diz “por que não posso escrever sobre ……..” então é porque a liberdade de expressão já foi pro saco. Numa verdadeira democracia jornalistas e cidadãos comuns não tem que pedir licença a ninguém para expressar o seu pensamento. Mas quem disse que o Brasil hoje é uma democracia ?
Democracia é um sistema onde nem tudo pode. Tem-se que respeitar a Constituição. Nas ditaduras, para os amigos do poder, aí sim, tudo é possível Até que deixem de ser amigos do poder. Aí, não tem Constituição que salve.
A tua hipocrisia é canalhice não têm limites. A ‘ditadura da toga’ só era boa pra valer e sequer devia ser mencionada no período de sete anos de duração da caçada aos dirigentes do PT que culminou na AP 470, comandada pelo ‘insuspeito’ Joaquim Barbosa, e durante os sete anos da Operação Lava-jato, hoje também desmascarada, a mais absurda perseguição e tentativa de destruição desse mesmo partido político e de seu principal líder por outro juiz ‘insuspeito’, que, de quebra, destruiu a infraestrutura da pujante indústria brasileira, provocou milhares de desempregos e a entrega do controle de nossa maior empresa aos interesses estrangeiros.
Aposto que quando o conluio entre Judiciário, Congresso e jornalões funcionava de vento em popa o nosso Brasil era tido como exemplo de ‘democracia’ e jamais foi chamado de ‘Bostil’ por você. infelizmente, o estrago acumulativo que essas duas operações combinadas de lawfare causaram à reputação do maior partido popular das Américas e de suas lideranças não é lembrado ao se falar da falta de renovação de quadros.
LAWFARE é como pimenta: no CU dos adversários é refresco. Quando é no próprio orifício anal, aí haja hipoglos.
O facistao adora deixar o dele na reta. O neri nao dá moleza e carca outra mijada.kkkkkkkk
Força, Moisés, você está sozinho!
Você não tem o apoio de seus pares nos jornalões porque vive a xingá-los. Os jornalões não gostam do Véio e sempre investigam o judiciário, mas seu nome e seu caso nunca são citados como exemplos de cerceamento da liberdade de expressão porque você demonstra seu ódio pela grande imprensa em 9 de 10 textos seus.
Estátua comunista que se macomunou com o ventaval vermelho para satisfazer o perverso desejo Do “L”.
SE o Moisés escreve que a estátua caiu fazendo o L, leva mais um processo na cacunda do veio da havana.
O diabo é o vendaval.