Por que o Datafolha teme a simulação de segundo turno com Renan Santos
Romeu Zema, do Podemos, e Renan Santos, do Missão, aparecem em muitas pesquisas empatados no primeiro turno. Na última pesquisa Datafolha, de 24 de julho, Santos e Zema têm 3%.
Mas Zema tem a chance de uma simulação de segundo turno contra Lula, e Santos nunca teve. Lula teria 48% e Zema ficaria com 40%, o mesmo índice de Caiado no Datafolha.
Se Zema e Santos aparecem assim, quase sempre empatados, no Datafolha e na maioria das pesquisas (Caiado fica levemente acima deles), que história é essa de ser esnobado?
Dois institutos já fizeram esse teste, com discrepâncias gigantes. Pesquisa AtlasIntel, também de julho, deu Lula com 47,6% e Santos com 22,2%. A pesquisa PoderData, no mesmo mês, teve Lula com 45% e Santos com 37%.
Essa pesquisa em que ele fica com 37% o aproxima de Zema nas simulações do Datafolha, mesmo que sejam consultas diferentes. O que se pode dizer é que a Folha não testa Renan Santos, sob os mais variados argumentos (sem histórico, com partido criado há pouco e sem representação no Congresso), por temer o previsível.
E o previsível é o que qualquer estagiário de análise de pesquisas sabe. Que Renan Santos pode ter quase o mesmo porte de Caiado e Zema, se for habilitado a cumprir a missão de antilulista.
O Datafolha sabe que Caiado, Zema e Santos quase se equivalem, como alternativas de enfrentamento a Lula, porque pouco importa se a maioria da população não sabe de onde ele saiu.
Se Renan Santos fosse uma figura inventada por inteligência artificial, seria irrelevante para o eleitorado que nunca ouviu falar dele.
O pesquisador mostra os nomes de Lula e do sujeito que pode enfrentá-lo, e o resultado é quase sempre semelhante: esse aqui, que ocupa o lugar de Flávio no segundo turno, é o candidato. Mesmo que poucos saibam quem é esse aqui.
Por respeito ao eleitor, por coerência com a anormalidade do cenário político brasileiro e por dever com a informação, o Datafolha, que pertence a uma empresa de comunicação, deveria testar Santos.
Não para que se conclua que ele é alguma coisa que não sabemos que seja, mas para provar que qualquer espantalho pode se habilitar a enfrentar Lula, num país adoecido pelo bolsonarismo e pelo antilulismo das corporações de mídia.
Sua candidatura foi lançada nesse domingo em convenção do Missão, em São Paulo, quando defendeu o fim da legislação trabalhista e a extinção da Justiça do Trabalho.
As ideias de Renan Santos para o Brasil podem ter chegado à margem de erro que as aproximam da idiotia, mas o candidato está mais para Caiado e Zema do que para Cabo Daciolo. Hoje, não é um perigo disruptivo e antissistema, ainda não. Mas pode vir a ser.

Se não colocam o Renan Santos, é golpe do PIG contra o Lula; se testam o nome de Renan Santos é golpe do PIG contra o Lula.
Se colocam o Renan Santos, é desespero dos jornalões para achar algum candidato que possa vencer o Lula; se não testam o Renan Santos é porque já acharam outro candidato que possa enfrentar o Lula.
E o Moisés aprendeu uma palavra nova e não para mais de usá-la. Disruptivo é usado para caracterizar novas ideias no mundo das tecnologias. Não tem nada que ver com o sentido político da palavra “antissistema” e não serve muito para classificar pessoas.
Moisés, fale mais sobre o povo argentino, estou começando a gostar dele.
Eu estava chateado com o crime contra o Egito na Copa, por isso falei mal dos argentinos e critiquei você aqui por adorá-los.
Todos os povos do mundo merecem nosso respeito (exceto os brasileiros).
E olha a carinha desses 3 brasileiros que tornaram a vida de outro brasileiro uma coisa infernal no ambiente de trabalho:
https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2026/08/01/quem-sao-os-tres-funcionarios-mortos-por-colega-dentro-de-fabrica-da-bombril-em-sp.ghtml
Se pegarmos os comentários sobre o assunto, vamos ver que o ambiente laboral no Brasil peão é puro suco de desgraça!
Brasileiro é um povo improdutivo e perigoso.
Viva os argentinos!
Como na música ‘Teresinha’, de Chico Buarque, os dois foram chegando de mansinho, sorrateiros, como quem nada quer. Aos poucos, se instalaram como posseiros, se esparramaram e passaram a agir como se fossem os verdadeiros donos do pedaço.
Um, logo que começou a publicar seus comentários aqui, disse que já tinha tido seu próprio blog e havia encerrado seu projeto. O outro, embora nada tenha dito nessa linha, tem sido igualmente um assíduo frequentador da seção.
Arrogantes e impertinentes da cabeça aos pés, a dupla de fascistas pernósticos e metidos a sabichões e a engraçados (sim, eles costumam dar um jeito de enfiar ‘kkkkkkkkk’ e ‘quá-quá-quá’ nos seus escritos) já ‘ameaçou’ nunca mais voltar a publicar aqui e já disse que sem eles o blog ficaria chato e perderia leitores. No fundo, juntos, têm um único propósito: falsear informações, lacrar, ofender, caluniar e distorcer textos do blogueiro e de comentaristas desafetos.
Como um já tem experiência e afirmou aqui com todas as letras que o outro é seu alter ego, bem que poderiam estender a parceria ideológica e criar um próprio canal comum – e terrivelmente disruptivo, é claro – para exporem suas platitudes e as ‘certezas e verdades absolutas’ do fascismo.
TariFlávio, Zema, Caiado, Tarcísio, Micheque, Milei, Spriella, Trump, Netanyahu, Zelensky e todos os demônios do mundo inteiro ficarão agradecidos e soltarão infindáveis ‘kkkkkkkk’ e ‘quá-quá-quá’ de puro deboche.
Eu sou de esquerda, primeiramente.
Qualquer canal novo que fôssemos criar não teria nada de “disruptivo”, porque o meio (a mídia) usado para se comunicar já seria conhecido.
É como você mandar os “dois fascistas” comprarem um carro elétrico para parar de pedir carona no SUV flex do Moisés. Para ser verdadeiramente disruptivo, nosso automóvel precisaria ser um carro elétrico autônomo.
Deu para compreender agora, Neri?
Pois é, Guinho, és tão esquerdista quanto Moisés Mendes é um blogueiro conservador e que, mais cedo ou mais tarde, segundo descrição e advertência tua a mim dirigidas outro dia, irá me causar uma enorme decepção.
Se nessa altura da vida ainda não sabes a diferença entre direita e esquerda, capitalismo e socialismo ou comunismo, não há sentido algum em querer ensinar ao blogueiro e a outras pessoas o significado do termo ‘disruptivo’, que só passou a ser usado também como um conceito com essa acepção que dizes ser a única existente a partir de 1990.
Que tal menos lacração, mais humildade, mais pesquisa e bem mais acúmulo de conhecimentos e de saberes antes de vir aqui posar de professor de linguagem?
A palavra disruptivo não é usada hoje em dia para classificar uma política de desmonte do Estado, porque esse tipo de política já é conhecido. Renan, Flávio, Milei, Trump não são “disruptivos” nem suas propostas o são. Mesmo o exército de Bibi Netanyahu, que destruiu um país inteiro, seria disruptivo, porque bombardeios e genocídios não são novidades.
Dia desses uma IA GPT invadiu o sistema de uma empresa para aprender a roubar dados, de forma autônoma, sem que a dona da IA percebesse. Eis o sentido de disruptivo.
O Moisés usou a palavra que a imprensa usa para classificar o Trump e outros malucos.
Soa estranho para mim que todo mundo use isso para ações políticas já conhecidas, porque a palavra veio para descrever novas tecnologias.
Mas tudo bem, o Moisés pode usar disruptivo ou a palavra batatinha para descrever o que ele quiser.
Eu só fico puto do Moisés xingar a minha amada Folha e as moças cheirosas da Globo News! Aí eu fico louco!
Puxa, Guinho, ainda bem que você é compreensivo. O Moisés Mendes e todos os seus leitores que o apreciam vão te agradecer por essa autorização. Qualquer afrouxadinha no controle sobre o blogueiro vai deixá-lo um pouco mais à vontade para escrever. Valeu, gente boa!
PS: Não dá pra ser um pouquinho mais flexível e liberar as críticas à tua amada Folha e às moças cheirosas da Globo News?