POR QUE O JORNALISMO INVESTIGATIVO NÃO ACHOU QUEIROZ?

A casa do advogado de Bolsonaro e de Flávio em Atibaia escondia Fabrício Queiroz desde o início de 2019. E a imprensa, incapaz de oferecer respostas, repetia a pergunta das redes sociais: onde está Queiroz?

A prisão de Queiroz sob a proteção dos Bolsonaros é um mico para o jornalismo investigativo.

É um vexame para a Folha, que descobriu, com uma foto aérea, os pedalinhos com os nomes dos netos de Lula no sítio de Atibaia.

Queiroz estava na casa do advogado Frederick Wassef, depois de morar no Morumbi. E nenhuma equipe do jornalismo da grande imprensa foi mobilizada para achar Queiroz?

Sabe-se agora que foi o Ministério Público do Rio que indicou o paradeiro do ex-assessor de Flávio aos policiais de São Paulo.

Se ele circulava em São Paulo e foi localizado pelo MP, era onde a imprensa deveria procurá-lo. Esconderam o parceiro onde achavam que nunca seria rastreado.

As equipes do MP do Rio certamente são muito menores do que os times investigativos dos grandes jornais.

Não vale a alegação de que Fabrício Queiroz não era formalmente um foragido, porque não havia mandado de prisão contra ele.

Não é essa a questão. O jornalismo tinha a obrigação de dizer onde se encontrava o sujeito mais ‘procurado’ pelas redes sociais por sempre se negar a depor e se transformar no mistério policial do bolsonarismo.

O MP decidiu fechar o cerco agora à espera do melhor momento para prender o chefe das rachadinhas. Mas é constrangedor que só agora se fique sabendo onde Queiroz morava.

E temos mais uma foragida, a mulher de Queiroz, Márcia Aguiar, que foi assessora de Flavio quando ele era deputado estadual.

As redações irão movimentar suas equipes para tentar achar Márcia, que talvez seja muito mais explosiva para os Bolsonaros do que o próprio Queiroz?

5 thoughts on “POR QUE O JORNALISMO INVESTIGATIVO NÃO ACHOU QUEIROZ?

  1. Achar DEVEM TER ACHADO. SÓ NÃO PODIA MOSTRAR, PUBLICAR. DA MESMA FORMA, AS CANALHICES DESSE PÚSTULA CHAMADO PAULO GUEDES SÃO ESCAMOTEADAS NAS PÁGINAS (SE É QUE AINDA EXISTEM) E NAS ENTRELINHAS DA GRANDE IMPRENSA, SÓCIA MAJORITÁRIA DESSE CONLUIO MERCANTIL QUE SEMPRE FOI O “GOVERNO” BOLSONARO.

    1. Devo concordar que realmente sabiam onde este cidadão estava e não tinham interesse em divulgar. Da mesma forma que tenho plena convicção de que já sabem há muito quem mandou executar MARIELle Franco.

  2. Jornalismo investigativo? onde o prezado encontrou esse bixo EXTRAVAGANTE por aqui? na redação da rbs é que não foi. a investigação de todos é receber vazamentos da pf, dos juízes e dos promotores.

  3. Interessante é o passado “tenebroso” desse Wassef. Em 15 de Fevereiro de 1992 a imprensa noticiou que ele era parte de uma “seita” e a polícia pediu a prisão dele, junto com a esposa de um argentino que, supostamente em transe, pediu a morte de um menino qualquer, em “sacrifício”. O garoto se chamava Leandro Bossi, 8 anos.

    Diz a matéria do Jornal do Brasil, que os adeptos da seita, 40 seguidores, já estavam em Guaratuba quando o menino desapareceu depois de conversar com a tal mulher, Valentina e que era Wassef, junto com ela, o divulgador da seita.

    Estranho é que o juiz que atendeu o caso, não atendeu a policia em nada. Parece que nem ele e nem ela foram presos.

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