Até Fabricio Queiroz poderia ser o vice de Flávio
O vice na chapa de Flávio Bolsonaro, o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), esse sujeito da foto, é alvo de pedido de abertura de inquérito por estupro de vulnerável, solicitado pela Polícia Federal ao Supremo.
E também é investigado como corrupto pelo desvio de R$ 6 milhões em emendas parlamentares.
Muda o quê? Não muda nada. Se o vice fosse Fabrício Queiroz, não mudaria. Nem se fosse Jack o estripador. O eleitor do filho ungido aceita qualquer coisa.
A chamada de capa da Folha é esta:
Flávio Bolsonaro anuncia Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, como vice em chapa pura do PL.
A chamada de capa certa, que está nos jornais de esquerda, é esta:
Flávio Bolsonaro escolhe para vice um deputado apontado pela PF como suspeito de estupro de uma criança de 13 anos
E eles diziam querer uma mulher de vice…
________________________________________________________________
TÔ FORA
Michelle Bolsonaro, que não é boba, não apareceu no evento do PL nessa quarta-feira quando Flávio anunciou seu vice. Essa foi a desculpa: a festa aconteceu no horário em que ela tem que servir o almoço para o marido.
É sério, esse foi o pretexto. Michelle não iria correr o risco de sair na foto ao lado do enteado que acusou de machista e do deputado acusado de estupro.
________________________________________________________________
GABARITARAM
As chamadas de quatro dos principais colunistas do Globo, agora na capa do jornal. Os jornalões fazem hoje pelo bolsonarismo o que fizeram pelos militares na ditadura.
Todos os títulos batem em Lula ou destacam notícias sobre Flávio Bolsonaro, mesmo a ‘empolgação’ entre aspas de Lauro Jardim.
________________________________________________________________
VIDA BOA
A juíza federal Gabriela Hardt, afastada por dois anos de suas funções na magistratura por decisão do Conselho Nacional de Justiça, vai continuar recebendo seu salário, que foi de R$ 77.983,48 em junho.
Gabriela foi punida pelo conluio com Deltan Dallagnol para criação da fundação com R$ 2,5 bilhões da Petrobras. Dallagnol nunca foi punido e talvez nem seja mais, porque não pertence mais ao Ministério Público como procurador da República.
