QUEM SERÃO OS ADESISTAS NAS UNIVERSIDADES?

O ministro interino-provisório-permanente da Saúde só conseguiu criar um esquema de maquiagem para o número de mortos da pandemia porque alguém da sua assessoria coordenou a engenharia da fraude. 

O ministro do Meio Ambiente, que conspira contra o ambiente e faz o serviço sujo de passar a boiada, enquanto a pandemia avança, conta com muita gente dos quadros do ministério para que os bois sigam em frente.

A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos dispõe da ajuda da assessoria de primeira linha da sua equipe para articular ações e projetos contra as mulheres, a família e os direitos humanos.

Mas nem Damares Alves nos Direitos Humanos, nem Eduardo Pazuello na Saúde e muito menos Ricardo Salles no Meio Ambiente agem sozinhos. Todas as arbitrariedades que cometem têm o suporte ‘técnico’ de alguém que entende de boiada.

Esse suporte vem municiando Abraham Weintraub no esforço para destruir a universidade pública. O mais ressentido dos analfabetos ataca o que deveria defender porque nunca se sentirá como um deles, nunca será um professor de verdade, mesmo que tenha dado aulas na Universidade Federal de São Paulo. 

Como um sujeito que não sabe escrever foi aprovado em concurso de uma universidade federal? Pois agora ele vai tirar proveito de uma das sequelas da pandemia, desfrutando da autoridade – assegurada pela Medida Provisória 979 – de nomear interventores nas universidades e institutos federais.

O argumento é o de que não há como realizar, enquanto perdurar a peste, o processo de consultas e escolhas que levariam à lista tríplice. Ele escolhe os reitores, e os reitores de confiança escolherão os diretores dos cursos e dos campi.

O fascismo prepara o grande salto. Um analfabeto vai escolher seus prepostos a dedo no reduto que pretende destruir. O bolsonarismo invadirá as universidades como a extrema direita não fazia desde a ditadura.

E saberemos então quem são os colaboracionistas à espera de cargos e de poder. Quem se habilita a ser reitor biônico e subalterno obediente do sujeito?

Por acaso, li hoje no perfil da Camila Kfoury esse trecho que ela compartilhou da página de Hugo Lorenzetti Neto:

“Eu espero que haja muitos profissionais de saúde registrando tudo, porque vai precisar de uma Comissão da Verdade depois que acabar a crise”.

É preciso que se registre tudo, para que alguns não tentem se socorrer depois da desculpa da obediência devida para cometer atrocidades. 

Que também não digam que colaboraram porque foram forçados. Os colaboracionistas estão na saúde, na educação, na economia, nos direitos humanos, no Itamaraty, na agricultura, em todas as áreas do governo.

As arbitrariedades cometidas sob o pretexto da pandemia vão mesmo precisar de uma Comissão da Verdade. A universidade (professores, estudantes, servidores e comunidades) que se prepare para se comportar como universidade.

One thought on “QUEM SERÃO OS ADESISTAS NAS UNIVERSIDADES?

  1. Esse texto compartilhado me remeteu ao argumento usado pelos fanáticos e assassinos nazistas – a tal da “obediência devida” – para tentarem se safar das acusações de crimes cometidos na segunda guerra.

    Parece que a Itália já começou a investigar as decisões (ou a falta delas) de seus gestores que levaram àquele número de mortes. USA, Brasil, Reino Unido e México Não PRECISARIAM, também, fazer essa lição de casa?

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