Rolim

João Doria Junior entrando na política, para que seja ainda mais privatizada, desqualificada e abagaceirada, e Marcos Rolim despedindo-se da Rede.

Rolim é um desperdício da política brasileira. Um parlamento tomado de pilantras avulsos e de máfias organizadas poderia ter pelo menos alguns Marcos Rolim como contraponto.

Sou um admirador da sua capacidade de ser incisivo sem ser gritão como jornalista de opinião. Mas Rolim deveria ser mesmo o que ainda se chama de homem público, nesse Brasil de homens públicos tão depreciados.

A adesão à Rede era uma esperança de ver o ex-deputado de volta à política, talvez em cargo executivo, apesar das tantas imperfeições do projeto de Marina Silva, que o próprio manifesto assinado por ele e outros nomes de peso acaba por reconhecer. E Marina esteve ao lado dos que fizeram o golpe.

Rolim é jovem e talvez ainda nos dê a chance de vê-lo no combate político mais direto pela democracia, depois desse purgatório pós-golpe que parece não ter fim.

 

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