Sai Vozinha e volta a madrasta
A Copa pode terminar neste domingo para o Brasil, e a partir daí, sem debates sobre a importância de Neymar na pausa para hidratação, sem o goleiro Vozinha e sem as torcidas pró e contra a Cazé TV, a vida volta ao leito da política.
Michelle estará de volta. Desde o início de Copa, o brasileiro perdeu conexão com várias pautas relevantes. Por exemplo, qual é o envolvimento de Jaques Wagner com Vorcaro? Em duas semanas, já não se sabe mais nada. Ninguém sabe.
Sem Copa, Michelle é a pauta. O Brasil quer saber o que acontecerá com a madrasta, se ela de fato confirmar a disposição de não concorrer ao Senado. E como Valdemar Costa Neto carregará nas costas o saco de batatas de Flávio Bolsonaro.
Sem o Brasil na Copa, estaremos todos liberados para torcer pelo México. E por Damares na briga com Paulo
Figueiredo. Sem a controvérsia tediosa sobre Neymar, poderemos retomar debates que importam.
E o que importa hoje é saber se Michelle ainda tem munição contra Flávio. Se Flávio vai continuar atiçando a cachorrada contra Michelle. Se Eduardo está mesmo sem estratégia e se Bolsonaro sabe o que está acontecendo na sua casa.

O Moisés não consegue ser feliz nem de 4 em 4 anos. O Moisés é totalmente contra a alegria.
Precisamos falar sobre Cabo Verde e seu goleiro Vozinha. Eu não sou um brilhante comentarista de blogs como o Ferdinando, mas dou lá alguns pitacos perspicazes sobre política e futebol.
Primeiro: Vozinha foi um grande astro, descoberto tardiamente para a tristeza do futebol mundial. O modo como ele se posiciona e a tranqulidade com que ele espera um chute de dentro da área exemplifica para quem veio de Marte a expressão popular “fechar o gol”. Se o Vozinha fosse brasileiro, não teria tomado aquele frango que o Alisson tomou do Japão.
Mas aí vem a mentalidade de terceiro mundo da equipe de Cabo Verde: inveja, fome, egoísmo, individualismo.
Depois que o Vozinha se tornou um ídolo, principalmente no Brasil, o ataque de Cabo Verde começou com as gracinhas em campo e os jogadores passaram a disputar entre si quem seria o novo “herói improvável” e digital-futebolista-influencer.
Contra o Uruguai foi irritante (e aconteceu o mesmo contra a Argentina, um pouco menos): jogadores que ficavam livres para marcar, na cara do gol, não recebiam a bola do companheiro faminto, que avançava desesperado, já barrado pela zaga, sem ângulo e espaço, para dar aquele chutinho torto, fraco e ridículo ao gol.
Ainda contra o Uruguai, um jogador de Cabo Verde tentou fazer um gol olímpico! Na várzea uns caras desses estariam em maus lençóis…
O Brasil também é um país de gente egoísta e esfomeada, mas sua equipe de futebol descobriu há bastante tempo que futebol é um jogo bonito por ser coletivo. Seja vencendo ou tomando de 7, os jogadores brasileiros sabem socializar a bola!
Eu torci para que o Vozinha tomasse um gol ao driblar os argentinos dentro da pequena área; torci para o Messi meter o máximo de gols possível, pois Copa do Mundo não é lugar para palhaçadas, já dizia o Galvão Bueno na Copa de 1998.
PS: um dos jogadores da Costa do Marfim tentou fazer um gol do meio de campo enquanto o time estava atrás no placar contra o Uruguai! Nojo!
PS 2: A imprensa esportiva brasileira, 100% de esquerda, é a coisa mais cafona que existe no mundo! Se a Argentina tem dificuldade em vencer Cabo Verde, ela é “arrogante”, ela “subestima o adversário”! Meu Deus! E se a Argentina massacrasse o Vozinha, isso seria… nazismo?
Será que a madrasta tem invesa do que seria o ‘gato boarralheiro’ cujo trabalho mais pesado que faz é segurar um telefone e ligar para pedir dinheiro para banqueiro corrupto.
Agora vão espalhar que o Brasil saiu da Copa por culpa do LULA.