SALLES É O CHEFE DE MOURÃO?

A confusa história da nota de Ricardo Salles, avisando que iria suspender a fiscalização na Amazônia, foi apenas uma senha para desmatadores, grileiros, garimpeiros e assassinos de índios.

Foi tudo teatro para avisar que as ações dos bandidos estavam liberadas.

Hamilton Mourão não sabia de nada? Disse que não. Mourão comporta-se como subaltermo de Salles.

A petulância de Salles, ao desafiar os generais e se queixar de corte de verbas, mostra que a bandidagem da Amazônia tem um representante intocável no poder.

Mourão é o presidente do Conselho da Amazônia, dominado pelos militares. Mas não há uma atitude sua, com a autoridade da vice-presidência, que tenha desautorizado desmandos do ministro.

A verdade é que Salles quis dizer com a nota que ele, e não Hamilton Mourão, é quem manda na Amazônia.

Se não for mandado embora, ficará provado que manda mesmo. Salles está sob controle total das bandidos da floresta. E a boiada vai passando.

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TEMPOS BÍBLICOS
Este seria o culto perfeito. Crivella faz a saudação ao povo de Deus,

Flordelis abre a pregação pela moral e pela família, Damares reconta a história da goiabeira, Everaldo e Edir Macedo arrecadam o dinheiro e Malafaia cuida do exorcismo de Bolsonaro, que fala com voz de demônio engasgado com cloroquina.

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PEGARAM JUREMIR
A extrema direita pediu e levou a cabeça de Juremir Machado da Silva, demitido hoje da Rádio Guaíba.

Juremir, um dos mais importantes jornalistas (e também historiador) gaúchos, lutou com um toco de flecha até o fim.

Tombou o último dos moicanos da linha de frente da militância aberta e declarada do rádio pela democracia, que nunca se acovardou diante do fascismo.

Juremir pelo menos continua escrevendo no Correio do Povo.

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