Sara Goes e o verão moral do Brasil
Leiam esse trecho:
“O caso Master e o ataque dirigido a Alexandre de Moraes reaparecem revestidos da mesma retórica de purificação, do mesmo clima de suspeita permanente, da mesma ansiedade coletiva por culpados prontos”.
Queria que fosse meu. É de artigo de Sara Goes no Brasil 247. É o mais cortante, o mais denso e o mais lindamente literário de todos os que abordam a situação mais do que esdrúxula que estamos revivendo.
(O link está logo abaixo)

Caro Jornalista, Moisés Mendes, tudo bem?
Depois do seu texto no qual o senhor considera a antiga direita como muito civilizada, educada e democrática, eu fui até o Youtube procurar por vídeos seus, entrevistas, lives e outros programas.
Eu vi um vídeo seu, uma entrevista para ser mais preciso, que muito me chamou a atenção. Apesar de as duas entrevistadoras serem muito progressistas para o meu gosto conservador, uma delas questiona se o senhor sempre foi realmente um esquerdista, se um dia já não fora um conservador. O senhor tenta convencê-la, mas ela insiste.
A questão ali, referente à dúvida da moça, pode ter se originado por dois motivos: o senhor estava muito elegante, com gel no cabelo, paletó escuro e calça bem cortada. Elegante como um tucano! os tucanos, o senhor pode observar, prezam pelo conforto (nunca usam gravata) e o estilo moderno.
Outro ponto que denotou sua inclinação à direita e que não passou despercebido por aquela senhorita de esquerda, é que o senhor disse que ser do interior “é algo muito chic.”
O senhor pode até dizer que é um lulo-petista de carteirinha, mas acho que isso é apenas um tipo de marketing pessoal, para dar aquele ar de Paris-1968 ao seu jornalismo.
Seu texto louvando a direita antiga deveria entrar para os anais da crônica política! O senhor, definitivamente, é um admirador das FFAA e um conservador de carteirinha.
Feliz Ano Novo, Senhor Moisés!
Infeliz Ano Novo, Guinho! Daqueles bem frustrantes, com o ‘velhinho analógico, pau de arara, cachaceiro, ex-presidiário (com muito orgulho) e semianalfabeto’ reeleito para o mandato 4.0, para desespero e horror da fascistada!
E tente ser mais criativo. Criar esses novos codinomes é algo bem aquém daqueles teus roteirinhos chinfrins sobre o blogueiro. Encerrar o ano com a produtividade em alta, mas a qualidade da produção textual…
Correção: ‘Encerras’ e não ‘Encerrar’ como saiu publicado.