Segura que isso aí não sai

Uma foto errada pode sair em qualquer jornal, e saem fotos erradas todos os dias. Uma informação errada sai no rádio? Sai. Uma notícia sem fundamento pode ser dada na TV? Pode. Tudo isso é possível.

O jornalismo lida com a pressa, com o improviso e muitas vezes com a falta de controles eficientes. Porque também esses controles falham.

Mas só o que não pode, ou não poderia, sob hipótese alguma, é acontecer o que ocorreu na GloboNews, no dia 20, com o caso do powerpoint do Banco Master. Porque várias pessoas erraram diante do ‘erro’ exposto.

Esse caso é diferente da foto e da informação erradas. Essa é a situação em que alguém erra, sob as ordens de alguém que detém comando, e faz uma arte errada e na sequência todos embarcam no erro.

Mas não porque uma foto errada passou por debaixo das pernas dos editores e saiu no jornal. Mas porque a editora-âncora do programa, no caso Andréia Sadi, aceitou a arte errada e a comentou.

Ela e seus colegas no estúdio, Valdo Cruz, Arthur Dapieve e Thomas Traumann, comentaram o powerpoint (que na verdade não é isso, mas um quadro precário) errado.
Os quatro legitimaram o erro. Se alguém falhou na origem (sob as ordens de Andréia?), todos os outros continuaram falhando.

O certo, o razoável, o recomendável naquela situação seria alguém, a começar por Andréia, dizer: parou, isso aí está errado e eu e todos vocês não vamos comentar um quadro com essas informações.

Não foi o que aconteceu. Dizer que o erro foi do artista gráfico que falhou na origem (sempre sob as ordens de alguém que escolheu o que colocar na arte) é escapismo.

Falharam o editor que forneceu as informações para que fizessem a arte, quem elaborou a arte e que fez a edição da criação no setor. Falharam a editora-âncora do programa e os comentaristas que estavam no estúdio.

O que esse caso pode ajudar a provar é que o jornalismo é feito hoje sem controles e sem pelo menos um profissional sênior por área, uma figura que sempre existiu nas redações para transmitir segurança aos demais colegas e para dizer: isso aí não sai.

5 thoughts on “Segura que isso aí não sai

  1. Kkkkkk

    Moisés, a Globo não apita mais nada – Globo News então há tempos é só traço de audiência.

    Esses caras estavam enjoados de militar para o PT ao vivo e resolveram dar um refresco, uma bagunçada.

    A discussão verdadeira está no Tik Tok. Nijolas Ferreira teve 20 milhões de visualizações numa resposta para Janja, que teve menos de um milhão.

    A Globo News pode fazer um power point com a cara do Lula todos os dias, toda hora, que isso não afeta em nada a já impopularidade dele. E mesmo a Natuza militando no canal não mexe nos números do Lula, porque ninguém mais se importa com a opinião da Globo.

    1. Exagero total. Na verdade falam isso há anos, é um discursinho fajuto. A TV continua importante sim para a opinião pública. A Globo News um pouco menos em termos de população geral, mas a a Globo aberta continua sendo muitíssimo vista. Mas a Globo News tem influência sim porque todo mundo das esferas de poder assistem.

  2. O TCU (Tribunal de Contas da União) decidiu arquivar, ontem, por unanimidade, todos os processos relacionados a gastos e viagens da primeira-dama Janja da Silva.
    Os ministros do TCU entenderam que não houve irregularidades nos gastos da primeira-dama. Segundo o relator do processo, ministro Bruno Dantas, embora Janja não tenha um cargo público específico, a função de primeira-dama tem natureza jurídica de interesse público e representativo.
    No julgamento, o colegiado levou em conta que Lula (PT) formalizou apoio à primeira-dama. Segundo os ministros, o Gabinete Pessoal da Presidência ficou responsável, por decisão de decreto, pela função de auxiliar Janja em atividades de interesse público, sem indícios de desvio de finalidade.
    Viagens internacionais foram legais, decide TCU. Ainda na análise dos processos, os ministros também apontaram que viagens internacionais seguiram normas legais, com autorizações específicas e participação em agendas oficiais.
    O plenário do TCU considerou que os compromissos cumpridos estavam alinhados às pautas institucionais. Conforme o julgamento, a corte considerou ainda que o Ministério Público Federal e o Judiciário já tinham analisado os mesmos fatos e não identificaram ilegalidades ou prejuízo à União.
    Representação chegou à Corte de Contas por meio de representação de parlamentares. Os processos analisados pelos ministros foram protocolados pelo senador Eduardo Girão (Novo-CE) e pelos deputados federais Adriana Ventura (Novo-SP), André Fernandes (PL-CE), Kim Kataguiri (União-SP), Gilson Marques (Novo-SC), Gustavo Gayer (PL-GO) e Marcel van Hattem (Novo-RS), além de outros deputados estaduais e vereadores.
    A todes os detratores da JANJA uma Feliz Páscoa!!!!

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