Sergio Faraco e a arrumação no final do conto
Um momento ostentação. Eu vi Sergio Faraco faceiro em 1970, no Alegrete, andando com exemplares de Idolatria, seu primeiro livro de contos.
E mais ou menos por aí, me lembro de ouvi-lo me presentear com essa frase, na redação da Gazeta de Alegrete:
“Teu conto será publicado no Caderno de Sábado, mas eu mudei o final”.
Eu tinha 17 anos e ele estava voltando de uma experiência traumática em Moscou, que depois resultaria no relato de ‘Lágrimas na Chuva’.
Faraco editava os contos do caderno literário do Correio do Povo. Idolatria foi impresso na gráfica da Gazeta.
Duvido que alguém tenha uma história semelhante pra contar sobre o maior contista brasileiro vivo.
Da terra de Mário Quintana, João Saldanha, Tyrteu Vianna, Osvaldo Aranha, Paulo César Pereio, Walmor Chagas.
Viva o patrono da Feira do Livro de Porto Alegre, meu amigo Sergio Faraco.
