UMA CIDADE SOB CONTROLE DOS FASCISTAS

Uma cidade que se cala, como o Rio se calou, diante do assassinato de uma criança por milícias do próprio Estado que deveria protegê-la, é uma cidade que não pode exigir o respeito de ninguém.
Se não reagir amanhã, se continuar alienado, se permanecer indiferente à matança de pobres, negros e crianças, o carioca estará dizendo que aceita a barbárie de Witzel porque não tem forças para enfrentá-lo.
O carioca elegeu um pastor pilantra como prefeito e um juiz justiceiro como governador e construiu a carreira de uma família orientadora e inspiradora de tudo o que esses dois têm de pior.
O Rio incapaz de reagir ao extermínio ordenado pelo governo não precisa dizer que está indignado com o assassinato de Ágatha. Indignação é a palavra mais gasta e imprestável do Brasil do bolsonarismo.
O carioca deveria reagir, parar a cidade e derrubar pela força das ruas o governador criminoso que o massacra com tiros de fuzil. Mas o carioca dorme quieto, sabendo que amanhã os milicianos de Witzel voltarão a matar os pobres.
Se a polícia não matar um rico na Barra ou em Ipanema, a classe média continuará dormindo sem culpas.
O Rio é hoje a cara do Brasil dividido, quebrado, sem emprego, sem direitos, sem perspectivas, mas bovinamente submetido ao controle absoluto do fascismo bolsonarista.

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