SOU VASCAÍNO

Os torcedores do Vasco são os protagonistas do gesto político do fim do ano. Não querem o véio da Havan patrocinando o time, de jeito nenhum.
O Vasco é treinado por Wanderley Luxemburgo, um dos poucos técnicos assumidamente de esquerda. Luxemburgo salvou o time este ano.
Já o Grêmio negocia a permanência de Renato e está com a imagem irremediavelmente associada ao bolsonarismo pinochetista. Escolhas são escolhas. A torcida do Vasco deixou claro nas redes que não quer o dinheiro de um militante da extrema direita já processado por assédio moral dos funcionários e por sonegação de contribuições sociais.
O futebol deve se reafirmar como espaço decisivo para o combate ao racismo, à homofobia, à xenofobia e ao fascismo. O futebol precisa, sim, se misturar com a política.

10 thoughts on “SOU VASCAÍNO

  1. E sou vascaíno. E como bom vascaíno, apaixonado pela História do clube. Primeiro time operário do brasil, com um estádio construído à muitas mãos, o Vasco não merece a mácula de ser associado com fascistas.
    Quando soube da intenção da atual diretoria de conseguir patrocínio junto à Havan, protestei no twitter. Talvez tenha sido levado pela emoção e afirmei deixar de torcer pelo clube caso o acordo e uso do Vasco pelo fascista que comanda o conglomerado empresarial. Isso é coisa que jamais se realizaria pois, como o verdadeiramente apaixonado pelo futebol sabe, não depende de ações racionais torcer ou não torcer.
    Recebi um ataque, com ameaças, que parecia algo orquestrado. Uma enxurrada de perfis, muitos deles com atividade que parecia automatizada, passaram a xingar, criticar e ameaçar minha pessoa pelo simples fato de ter discordado da parceria.
    O episódio culminou com a tentativa de invasão de minha conta no Twitter por um ataque de força bruta para “quebrar” minhas credenciais. Percebi o ataque pois chegaram emails que revelavam a tentativa de mudança de senha sem que eu tivesse a solicitado.
    Isso mostra o caráter fascista dessa gente que se diz vascaína mas não liga para a grandiosa História do Clube.
    O bolsonarismo, que no fundo é a associação que se faz de tal parceria, passará e o Vasco permanecerá. Resta saber se por ação de uma diretoria equivocada e pela compactuação de torcedores tomados de ódio a sua História permanecerá grande.
    Para mim, movido por verdadeira paixão cruzmaltina, é importante que o Vasco que amo esteja livre da associação com o fascismo. Sua bela História não merece a mácula de ter o Clube associado a um patrocinador fascista e nem torcedores que agem como verdadeiras SS na tentativa de calar a divergência.

    1. Poxa você vc está envolvendo um time de futebol na BV política da esquerda. Credo. Ainda fala que a torcida do Vasco, não acredito em suas palavras.

    2. Mais uma vez vocês da esquerda querendo fazer divisões!
      O QUe uma coisa tem a ver com a outra?
      Vocês estão precisando de tratamentos não só PSicológicos QUanto espirituais! Estão doentes! OPS, quero dizer: SÃo doentes!
      Estão misturando as coisas e essa reação de vocês só mostra mais uma vez que querem o poder a qualquer CUSTO, sem se PReocuparem se vai ser bom ou não!
      O LUCiano hang (Véio da havan), tem o posicionamento politico dele e te faço a pergunta: Qual é o problema nisso? Vocês estão quetendo DIVIDIR o país e agora o vasco. Só quero te avisar que o Brasil é o clube de regatas Vasco da Gama são maiores do que qualquer IDEalismo idiota político.

  2. CR VASCO DA GAMA – UMA MORTE HORRÍVEL?
    Todos conhecem bem a história. O Vasco teve um papel fundamental na popularização do futebol, incluindo atletas negros, pobres, imigrantes humildes e analfabetos num esporte até então dominado pelos “bem nascidos” das elites cariocas. Até hoje um dos acontecimentos mais marcantes do futebol brasileiro.
    Naquela época, na década de vinte do século passado, o preconceito se dirigia não só aos negros e pobres, mas também aos imigrantes portugueses. Pelos dados de censo de 1920, os portugueses eram quase vinte por cento da população do Rio de Janeiro. A grande maioria era de humildes ex-lavradores, que atravessaram oceano fugindo da miséria e em busca de oportunidades. Mas o preconceito difundiu a imagem que os associava a comerciantes mesquinhos e exploradores, dono de botecos, padarias e armazéns de “secos e molhados”. Nada mais falso.
    Naquele tempo, a parte excluída da sociedade eram os três “Pês”: preto, pobre e português, alvos preferenciais do preconceito das elites cariocas.
    A luta contra a discriminação, seja racial, de classe ou de nacionalidade, forjou a identidade do Vasco nos primeiros tempos. Que se fortaleceu com a épica construção de São Januário. Prosseguiu nas décadas seguintes, quando teve uma mulher como principal líder de torcida, a saudosa Dulce Rosalina. E a devoção aos santos católicos convivia com o inesquecível massagista Pai Santana, lendário pelos “trabalhos” que fazia à beira do gramado.
    Esta característica é a grande identidade do Gigante da Colina, a melhor das tradições do clube: a luta contra a intolerância. Uma bandeira sempre saudada e exibida com orgulho. Mas o fato é que , na prática, pouco se fez além da repetida exaltação destas origens populares.
    Só que isso não basta para preservar uma tradição. Não bastam palavras belas e celebrações que não se materializam em ações práticas. Assim, aos poucos, lentamente a identidade do clube vai virando uma simples retórica. Quando se dá conta, virou um lema vazio, uma simples peça de marketing.
    Parece que chegamos a esse momento, com a empolgação da diretoria e de boa parte da torcida com o patrocínio do “Véio da Havan”. Não vou perder tempo aqui para falar da face grotesca deste empresário. A internet está cheia notícias sobre ele, a maioria de causar vergonha alheia. Totalmente contrário aos valores que fundaram o Vasco da Gama.
    Mas não se chegou a esse ponto do nada. É um processo que já vem ocorrendo no clube há alguns anos. Por exemplo, zoar a torcida rival chamando-os de favelados, em sinal de menosprezo, nunca foi algo compatível com as origens do clube. Depois, se num dia, foi lançada uma camisa com a identidade do clube (a da “mãozinha”), no outro, das sociais do clube saem ofensas raciais ao técnico negro (Cristóvão Borges). Já eram sinais preocupantes.
    Agora, numa mesma semana, um jogador originário da base (Lucas Santos) dá uma entrevista histórica ao jornal El País, sobre o genocídio de jovens negros que se divertiam num baile funk numa favela em São Paulo. A maioria dos portais que replicam notícias do Vasco ignoraram a matéria. Logo a seguir, estes mesmos portais exaltaram um provável patrocínio da Havan. Que só topa discutir o patrocínio porque percebeu que os valores fundadores do Vasco já foram, na prática, deixados de lado. Ao contrário do que faz hoje, com brilhantismo, o Bahia FC.
    Os adjetivos que usamos para quem abre mão de sua dignidade por dinheiro não são nada bonitos. Não vou citá-los.
    Assim, aquele Vasco fundado por imigrantes humildes, que abriu as suas portas aos negros e pobres, está à beira da morte. Uma morte horrível, diga-se de passagem. Daqui pra frente, o Vasco é outro. E com uma vibrante torcida, como bem provou a recente associação em massa.
    Mas será um clube menor, bem menor do que aquele gigante que agora se vai.
    Que o velho campeão carioca de 1923 descanse em paz.
    Ainda bem que temos o Bahia.

  3. ainda bem que você não manda no vasco kkkkkk chora na cama que é lugar quente. se fosse a corrupta odebrecht patrocinando o vasco como patrocinou o chefe de quadrilha lula você ia gostar, né? havante, vascão!

  4. COMO SEMPRE A MÍDIA TENTANDO REBAIXAR O VASCAÍNO E O COLOCANDO UNS CONTRA OS OUTROS, APAGA ESSA BOSTA QUE NÃO SÃO TODOS OS TORCEDORES QUE NÃO QUEREM O PATROCÍNIO QUE ALIAS, É MUITO BEM VINDO QUALQUER PATROCÍNIO DE QUALQUER PESSOA, SENDO ELA DE DIREITA, ESQUERDA OU CENTRO.
    nÃO VENHA COM ESSA DE TORCEDORES, NÃO GENERALIZE O QUE NÃO SABE, RESPEITO O JORNALISMO PROFISSIONAL, MAS INFLUENCIAR E PASSAR NOTICIAS ERRADAS ISSO É DESINFORMAÇÃO, E ISSO JÁ TEMOS MUITO EM NOSSO PAÍS.

  5. Kkkkk as maiorias das pesquisas mostra q 95% da torcida aprova o patrocínio! Futebol não tem nada haver com esquerda ou direita ! Se o PT da 15 milhão pro Vasco tá tudo ok neh ?!

  6. Sou vascaína, colaboradora da Havan e é triste ver como querem fazer nome em cima de notícias falsas. Primeiro, o “Véio ” da Havan é um apelido carinhoso que ele adotou e não usado para denegrir sua imagem e sim de forma divertida. Quanto aos ditos ASSÉDIOS, são totalmente descabidos, já que se manifestar quanto a suas convicções políticas nunca foi crime no Brasil ( aja visto a imprensa que cada dia mais deixa de dar notícia, para dar sua opinião quanto aos fatos), e, quanto ao patrocínio é mais triste ainda ver a ignorância da torcida, vendo seu time indo de ladeira abaixo por falta de investimentos tomar essa postura de rejeição ao investimento de um cara que ja provou ser um excelente administrador. SE ele é de direita ou de esquerda não deveria importar, se o que o torcedor deseja é ver seu time campeão. Já foi provado que a empresa prega buscar fazermos a coisa certa e os ditos processos todos julgados e absolvidos. A Havan cresce por manter suas obrigações em dia, tanto com colaboradores, fornecedores e fisco. Portanto, venho em defesa pois acredito que o Vasco sairá mais uma vez perdendo por ignorância ou por fazer escolhas erradas.

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