Por todos eles e por todas elas

Por Maradona, por Juan Domingo Perón, por Hebe de Bonafini, pelas filhas de todas as Hebes, por seus netos, pelo Che, por Mercedes Sosa, pela ressurreição do peronismo, por Cristina Kirchner, por Alfonsina Storni, pelos cronópios de Cortázar, por Corrientes, por Francisco, pelos religiosos que resistiram, pelos velhinhos e pelas velhinhas que vão às ruas

Que jogador brasileiro faria algo parecido?

Esses jogadores argentinos ergueram a faixa ou estavam por perto na manifestação em defesa das Malvinas, depois do jogo contra a Inglaterra: Messi, Giovani Lo Celso, Lisandro Martínez, Nicolás Otamendi, Cristian Romero, Giuliano Simeone e Gonzalo Montiel, entre outros. Que jogadores brasileiros fariam algo parecido em defesa, por exemplo, da Amazônia? E às vésperas de

Quem gostaria de estar na situação de Neymar?

Neymar não poderia ter assumido essa responsabilidade. Messi, Mbappé, Harry Kane, Haaland, Lamine Yamal, Salah e Vini Júnior estão reafirmando na Copa o que de fato são. Em apenas dois jogos, todos brilharam como craques ou jogadores de exceção. Neymar nunca brilhou na Seleção nem quando conseguia jogar. Largaram sobre os ombros de Neymar o

Massacrar o Haiti? Que conversa é essa, companheiro?

Quando metade do Brasil entra na conversa de narradores e comentaristas e pede que a Seleção massacre o Haiti no jogo de hoje, não há mais o que fazer. Pelé, Sócrates, Zagallo e outros da turma deles livraram-se do constrangimento de ver o Brasil, que sempre desejou massacrar Alemanha, Argentina e Inglaterra no futebol, na

Quem vai chorar hoje por essa Seleção?

Diga rápido, de memória, qual é a imagem forte, mas recente, que expresse sentimento de brasilidade pela Seleção. Pela força do time em campo ou pela simbologia da camiseta. Não vale uma imagem antiga, como aquela do fotógrafo Reginaldo Manente, que flagra o menino chorando quando da eliminação na Copa de 82, publicada sem manchete

O QUE IRRITOU OS ARGENTINOS

Uma cena aérea fantástica, que explica por que os argentinos foram considerados agressivos, com gestos e palavras, depois de derrotar os holandeses nos pênaltis. É a cena do último pênalti. Quando Lautaro Martínez sai do meio do campo para bater o pênalti, seis holandeses se deslocam na sua direção. Quatro deles chegam perto do argentino

UMA SELEÇÃO QUE NÃO SIGNIFICA NADA

Tenho respeito pela maioria dos jogadores da seleção, principalmente pelos mais jovens. Não há como não respeitá-los como atletas de exceção. Mas não dá para ignorar que esse grupo é, no conjunto, a expressão do país que quase reelegeu um fascista. Uma seleção alheia à realidade, incapaz de qualquer intervenção humanista, como muitas outras fizeram

BANDEIRA COM ARCO-ÍRIS NÃO PODE, MAS ARMINHA PODE

Gonçalo Ramos marcou um gol para Portugal, no primeiro tempo do jogo contra a Suíça, e comemorou fazendo arminhas com os dedos, como os jogadores faziam há muito tempo e como faz a família Bolsonaro. É um jovem de 21 anos. Imaginava-se que no intervalo da partida ele seria alertado por alguém da seleção ou