É AGORA OU NUNCA

Vozes fortes da esquerda, e a do ex-governador e ex-ministro Tarso Genro é a mais potente delas, advertem que uma tentativa de se livrar de Bolsonaro agora poderia ser desastrosa. Se um gesto em direção ao impeachment não desse certo, por falta de lastro seguro no Congresso, Bolsonaro poderia sair fortalecido e se tornaria inatingível

FALTA O PENHASCO PARA BOLSONARO

Se Bolsonaro entrasse hoje no maior asilo de Brasília, levando cestinhas com coelhinhos e ovinhos, e fosse filmado entregando os mimos e cumprimentando um a um os idosos reunidos no salão, não aconteceria nada. Se antes de entregar as cestinhas, passasse a mão no nariz, a cada cumprimento, não aconteceria nada. Se beijasse, se inundasse

UM MINISTÉRIO PARA HAMILTON MOURÃO

É previsível que o debate sobre a possibilidade de Hamilton Mourão vir a assumir o governo – se Bolsonaro tropeçar nos filhos e cair – passe por algumas perguntas. Essa são algumas das perguntas: mas valeria a pena? Mourão não seria pior do que Bolsonaro? Os militares não poderiam ficar de novo 25 anos no

Cenário sombrio

A Folha começa a imaginar o pior para Bolsonaro: “O cenário de fraqueza econômica, instabilidade política e aprofundamento das apurações contra Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) fez a palavra impeachment voltar a circular nos Poderes. Não com ares de conspiração. O tom é de resignação pela incapacidade do governo de dar vazão uma pauta efetiva”. E tem

O deboche

O pior mesmo para o ministro Lewandowski (depois de dizer que o impeachment foi “um tropeço da democracia”).é suportar a partir de agora a ironia de gente como Janaína Paschoal Recebi o link do meu amigo jornalista Adriano Barcelos. Não tem como não compartilhar o deboche que a consultora do golpe postou no Twitter nesse

O tormento de Lewandowski

Guardo bem as intervenções de amigos e colegas que esperavam pelo grande fato capaz de interromper o golpe. Um gesto grandioso que determinasse: parem, em nome da democracia. Esse gesto, para mim, poderia partir do ministro Ricardo Lewandowski. Imaginei que no dia final, o da votação, o ministro diria para a mulher durante o café