O que a IA está acionando é o medo de quem será substituído, ou pensa que virá a ser, pela máquina sem talento criativo e sem sentimentos. O jornalista e escritor Ruy Castro, que se desentende a todo momento com os robôs, é um deles. É a pauta do meu texto no jornal Extra Classe.
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O meu plano para ver o vampiro
Tanto tentei imitar Dalton Trevisan, aí pelos vinte e poucos anos, que depois seu estilo se misturava a tudo que eu escrevia, já sem a intenção de imitá-lo. Mas a grande sacada foi de um jornalista do Paraná que escreveu um perfil do vampiro na revista Status, nos anos 70, como se o texto fosse
Sergio Faraco e a arrumação no final do conto
Um momento ostentação. Eu vi Sergio Faraco faceiro em 1970, no Alegrete, andando com exemplares de Idolatria, seu primeiro livro de contos. E mais ou menos por aí, me lembro de ouvi-lo me presentear com essa frase, na redação da Gazeta de Alegrete: “Teu conto será publicado no Caderno de Sábado, mas eu mudei o
Este texto foi publicado orginalmente na revista Parêntese. SEBÁSTIAN A direção da empresa, com maioria de homens e quase todos da geração analógica, decidiu que os funcionários deveriam retornar ao trabalho presencial. Todos, sem exceção. Era uma onda mundial, inclusive nas big techs, e havia chegado a Cachoeirinha. Aquele futuro de trabalho remoto, que os
A ESTRANHA ENTREVISTA COM NÉLIDA PIÑON
Fiz com Nélida Piñon, em 1978, uma das mais estranhas entrevistas do meu meio século de jornalismo. A Fidene, que depois se transformaria na Unijuí, realizava anualmente a Semana da Cultura. O professor e escritor Deonísio da Silva coordenava um evento grandioso. Apareciam em Ijuí os grandes nomes da literatura dos anos 70. E um
AS AVENTURAS DE UM GURI PORRA-LOUCA
Este livro é divertido, melancólico, é muitas vezes triste, mas é na essência a alma de uma gurizada maluca do final dos anos 60 e início dos 70. Conta as memórias de Claudio Antonio Weine Gutierrez, um militante de esquerda que se autodefine como “um guerrilheiro absolutamente desastrado”. A Guerrilha Brancaleone é o balanço das
AINDA SOBRE MACHADO
Um texto domingueiro sobre a controvérsia em torno da leitura de clássicos por adolescentes, provocada por Felipe Neto. Escrevi ontem sobre o assunto (está nas postagens anteriores) e hoje publico um texto com posição inversa, que compartilho do original no Facebook, porque assim funciona o bom debate, que ajuda a ressuscitar a obra do Machadão.
MACHADO, FELIPE E TENÓRIO
O Brasil dos influenciadores e youtubers ressuscita, como se fossem novos, velhos debates do século 20, quando muita gente era criança lá em Barbacena. É o caso da provocação de Felipe Netto de que “forçar adolescentes a lerem romantismo e realismo brasileiro é um desserviço das escolas para a literatura”. É dureza ler os decretos
GALEANO E A DITADURA UNIVERSAL DO MEDO
Em 2008, Eduardo Galeano concedeu essa entrevista por e-mail, publicada no Caderno de Cultura de Zero Hora. Conversamos antes da vinda dele a Porto Alegre para lançar seu novo livro, Espelhos. Esta semana, na quinta-feira, dia 3, o escritor completaria 80 anos. Galeano veio e lotou o auditório da Assembleia Legislativa de jovens, numa noite
A PESTE LEVOU SÉRGIO SANT’ANNA
Todos os dias o coronavírus mata um pedreiro, um professor, um padeiro, um médico, uma enfermeira, um motorista, um negro sem CPF. Mata centenas. E agora também mata um artista, um escritor ou um jornalista todos os dias. Escolhe e mata. Hoje matou Sérgio Sant’Anna. Na juventude impune, escrevi contos e até um romance tentando
