ALGUM MORTO PODE ABALAR BOLSONARO?

A porção emotiva do Brasil convive com uma dúvida aparentemente sem fundamento: chegará o dia em que Bolsonaro irá se emocionar ou se abalar com a morte de alguém pela Covid-19? Não um lamento protocolar, como poderia ter feito, e nem isso fez, em homenagem ao Major Olímpio. Bolsonaro ignorou Olímpio na live feita logo

MARADONA CONTINUARÁ ATORMENTANDO OS ALIENADOS

O futebol é o reduto da alienação, não só pela manipulação exercida pelas federações e corporações, por patrocinadores e pelas mídias que desejam tudo certinho e encaixotado, sem chances para transgressões. O futebol é alienado também pela incapacidade de discernimento da maioria dos seus personagens. Alienam e alienam-se no futebol porque a alienação mantém todos

MORRE UM AMBIENTALISTA

Morreu o ex-deputado, jornalista e ambientalista Alfredo Sirkis. A morte de Sirkis é ainda mais dolorosa porque acontece num momento de destruição da Amazônia e de cinismo explícito de um governo que diz negociar uma trégua com os grandes investidores. Não há trégua com os povos da floresta, agora induzidos a tomar cloroquina, mas com

Bebianno morreu na data do assassinato de Marielle. É o imponderável?

É impossível prever, mesmo como brincadeira de bêbados, o que o mundo dos Bolsonaros – o pai, os filhos, os milicianos, os amigos e os ex-amigos – pode produzir de esdrúxulo ou assombroso nos próximos dias. O imponderável, no mundo dos Bolsonaros, não é apenas imponderável. Morrem mais ex-aliados no mundo dos Bolsonaros do que

A MORTE DE NILCÉA FREIRE E A ASCENSÃO DE DAMARES

Duas notícias, uma ao lado da outra, que reforçam o desalento de um Brasil exausto de ódio, ignorância, perdas e obscurantismo. As notícias estão na capa da Folha online. A primeira é sobre a agenda seletiva de Damares Alves, a ministra que transformou o gabinete num reduto de entra-e-sai de políticos neopentecostais e representantes da