POR QUE A MORTE DE MARÍLIA MENDONÇA NOS COMOVE

É cansativo cobrar engajamento explícito e militante dos artistas às grandes e às pequenas questões da humanidade, em situações consideradas normais. Que cada um decida se deve ou não dizer o que pensa. Mas o Brasil não vive uma situação de normalidade. Artistas quietos, recolhidos ao conforto de falsas neutralidades, são assumidamente omissos em momentos

O FASCISMO NEGACIONISTA MATOU PAULO GUSTAVO

A morte de Paulo Gustavo nos massacra. Perdemos quem nos fazia gargalhar de um jeito único, quem transgredia, desafiava os filhos da puta do falso moralismo e contribuía, pela imposição do seu humor atrevido, para que tenhamos mais respeito pelas diferenças e pelas liberdades. Paulo Gustavo era o sobrinho do Brasil. Era o cara que

Levy Fidelix

FIDELIX CONSEGUIU O QUE BOLSONARO TENTA E NÃO CONSEGUE

Morreu Levy Fidelix, presidente do PRTB. Fidelix tinha o que Bolsonaro tenta e não consegue ter. Fidelix teve um partido. Fidelix tinha um projeto, o aerotrem. Bolsonaro tem a cloroquina. O partido da família de Bolsonaro não se cria, porque Bolsonaro é apenas uma gambiarra antiLula e antiPT, não é um projeto de longo prazo.

ALGUM MORTO PODE ABALAR BOLSONARO?

A porção emotiva do Brasil convive com uma dúvida aparentemente sem fundamento: chegará o dia em que Bolsonaro irá se emocionar ou se abalar com a morte de alguém pela Covid-19? Não um lamento protocolar, como poderia ter feito, e nem isso fez, em homenagem ao Major Olímpio. Bolsonaro ignorou Olímpio na live feita logo

MARADONA CONTINUARÁ ATORMENTANDO OS ALIENADOS

O futebol é o reduto da alienação, não só pela manipulação exercida pelas federações e corporações, por patrocinadores e pelas mídias que desejam tudo certinho e encaixotado, sem chances para transgressões. O futebol é alienado também pela incapacidade de discernimento da maioria dos seus personagens. Alienam e alienam-se no futebol porque a alienação mantém todos

MORRE UM AMBIENTALISTA

Morreu o ex-deputado, jornalista e ambientalista Alfredo Sirkis. A morte de Sirkis é ainda mais dolorosa porque acontece num momento de destruição da Amazônia e de cinismo explícito de um governo que diz negociar uma trégua com os grandes investidores. Não há trégua com os povos da floresta, agora induzidos a tomar cloroquina, mas com