TÊM INVEJA DOS JOVENS

Bateram em Lula porque ele não assina manifestos escritos por tucanos. Tentaram compará-lo até a nomes da direita, só porque não adere à ‘frente ampla’ dos liberais, que tentam ressuscitar o que seria um centro imaginário. Agora, batem nos jovens porque saíram às ruas usando máscara e tentam compará-los a militantes da direita que saem

A LUTA ANTIFASCISTA, A GLOBO E O CADÁVER DO JORNALISMO

Uma questão decisiva para o domingo: quem irá cobrir as manifestações na Avenida Paulista, se já se prevê que os dois lados, do fascismo e do antifascismo, pretendem ocupar a rua, mesmo que à distância e em horários diferentes, como determinou um juiz? Parece uma equação simples para a imprensa das corporações, mas não é.

E SE O VICE FOSSE MAGNO MALTA?

Se o vice-presidente da República fosse Magno Malta (ou quem sabe Janaína Paschoal), e não Hamilton Mourão, os generais estariam até agora com Bolsonaro? Ou não derrubariam Bolsonaro porque Malta poderia assumir e ser pior do que ele? Alguém pode ser pior do que Bolsonaro, não sendo um dos filhos de Bolsonaro? Já não teriam

A VELHA HISTÓRIA DO ‘EU AVISEI’

Daqui a alguns anos, quando os jovens de hoje olharem de novo para trás (que é o que mais fazemos), poderão dizer: muitos nos apoiaram para que saíssemos às ruas e eles estavam certos, porque derrotamos o fascismo. Mas é provável também que, numa situação inversa, eles tenham de dizer: alguns nos alertaram para que

IR PRA RUA OU NÃO IR, EIS A QUESTÃO

O debate agora não é mais se alguém deve ou não assinar manifestos escritos por tucanos. É se o povo deve ou não ir pra rua domingo. O cientista político Luiz Eduardo Soares acha que não deve, porque as ruas estarão cheias de provocadores. O tom do texto dele é alarmista, inclusive com uma receita

O ENSAIO PARA ALGUMA COISA MAIOR

Os ventos sopram de todos os lados, principalmente dos Estados Unidos. Tivemos um domingo de gestos inspiradores para o nosso combalido otimismo. Aqui, foram duas inspirações poderosas. A primeira veio das manifestações dos jovens antifascistas em São Paulo, Rio e Porto Alegre. A segunda, da nota em defesa da democracia do ministro Celso de Mello.

O RACISMO E A ALIENAÇÃO DO FUTEBOL BRASILEIRO

O futebol no Brasil virou o esporte das mediocridades. Branquearam os estádios, correram o povo das arquibancadas. Jogamos futebol hoje como os europeus jogavam até os anos 50. O Brasil retrocedeu, os europeus evoluíram e os brasileiros tentaram copiar os europeus. E o que se vê é a ditadura dos métodos e da burocracia. Os

OS NEGROS DE MINNEAPOLIS

Conto apenas como curiosidade e depoimento pessoal. Há muito tempo andei por Minneapolis e Saint Paul e quase não vi negros. É estranha a sensação de que posso ter passado pelos lugares que se transformaram agora em chamas e ruínas em Minneapolis, onde um policial branco matou o segurança George Floyd porque era um suspeito