O HOMEM DA BOIADA ESTÁ SEM MUNIÇÃO

Ricardo Salles tem o perfil do desatinado já com um pé no penhasco. Se Bolsonaro não conseguir segurá-lo e ele for expelido do governo, teremos um candidato a atitudes imprevisíveis. Salles ataca quem defende o que ele deveria defender, mas agora agride aliados, para se posicionar bem, não necessariamente no governo, mas na família. Salles

OS GENERAIS E O NÚCLEO IDEOLÓGICO LIDERADO POR CARLUXO

É muito estranha essa história de que haverá um duelo mortal entre a ala militar e o núcleo ideológico do governo, depois da briga de Ricardo Salles com o general Luiz Eduardo Ramos. Que ala ideológica é mesmo essa? Quem for tentar descobrir, para ir além da superfície das notícias que a imprensa repete, verá

POR QUE A GLOBO NÃO POUPA MOURÃO?

A Globo vem batendo com força em Hamilton Mourão. Essa semana mostrou que, por ignorância ou manobra diversionista, o general acusou um servidor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) de divulgar dados negativos sobre o fogaréu na Amazônia. Mourão disse apenas que é “alguém lá de dentro que faz oposição ao governo”, sem apontar

BOLSONARO TRANSFORMOU MOURÃO EM GUARDIÃO DE LUXO DE RICARDO SALLES

Um vice é quase sempre uma possibilidade. Mas não é o caso de Hamilton Mourão. Café Filho chegou a dizer a Getúlio que tramava para ser. Jango foi, mesmo sem querer. Figueiredo sempre desconfiava que era o que Aureliano Chaves queria. Itamar foi, sem muito esforço. Marco Maciel seria naturalmente, se quisesse e surgisse a

SALLES É O CHEFE DE MOURÃO?

A confusa história da nota de Ricardo Salles, avisando que iria suspender a fiscalização na Amazônia, foi apenas uma senha para desmatadores, grileiros, garimpeiros e assassinos de índios. Foi tudo teatro para avisar que as ações dos bandidos estavam liberadas. Hamilton Mourão não sabia de nada? Disse que não. Mourão comporta-se como subaltermo de Salles.

A BOIADA E A CACHORRADA

O Datafolha anda quieto há muito tempo, porque suas últimas pesquisas só confundiram. Mas a Folha pode reaparecer amanhã com uma consulta sobre a divulgação do vídeo. E aí devemos estar preparados para uma notícia desagradável. É possível que o vídeo tenha ressuscitado Bolsonaro. O que pode induzi-lo ao erro do excesso de confiança. Hoje,

O BANDIDO É O OUTRO

Admito hoje que fui duro demais com Nelson Teich, que aparece no vídeo da reunião do dia 22 de abril sentado ao lado de Ricardo Salles. Na reunião, o ministro do Meio Ambiente aconselhava Bolsonaro a fazer o serviço sujo em várias áreas – pensando, claro, na destruição da Amazônia, com mudanças em leis ambientais,

APARELHAMENTO, PERSEGUIÇÃO E RESIGNAÇÃO

Ricardo Salles só demitiu a servidora de carreira Marisa Zerbetto da Coordenação-Geral de Avaliação e Controle de Substâncias Químicas porque sabe que não acontecerá nada. Marisa conspirava contra a liberação geral de venenos para a lavoura. Como o bolsonarismo aparelhou o Estado, a limpeza de gente incômoda continua. E só continua porque os colegas de

O erro imperdoável

O governo iraniano admite que derrubou involuntariamente o avião ucraniano e pede desculpas às famílias pelo que considera um erro imperdoável. Todos os jornais destacam o que está escrito no comunicado: um erro humano imperdoável. Erro imperdoável são duas palavras que o governo americano nunca usou para as matanças deliberadas de civis em seus crimes