Tarcísio de Freitas se transforma em patriota americano e capacho de Trump
Os ataques de Donald Trump e Tarcísio de Freitas ao Supremo e ao Brasil todo nos impulsionam de novo para a tentação da lacração. Com uma boa lacrada na testa dos agressores, nosso desconforto é em parte aplacado e podemos dar a entender que cumprimos nossa tarefa.
Mas não basta. Não é suficiente dizer, para quem já sabe, que Trump é o grande líder neofascista mundial e que Tarcísio pega carona nas agressões ao Brasil, para assim se habilitar como herdeiro preferencial do bolsonarismo. Faz bem lacrar em resposta aos ataques e, agora, à taxação de mais 50% sobre os produtos brasileiros, mas pode ser apenas lacração.
Os incômodos que nos afligem serão apenas atenuados pelo desejo de devolver ofensas. Mas o desconforto continua: as respostas às afrontas de Trump e Tarcísio terão algum efeito político relevante?
A tentativa de intimidar Lula e o sistema de Justiça será percebida pela maioria dos brasileiros como ofensa grave e intromissão nas instituições? A decisão de Tarcísio de repetir o ataque de Trump será visto apenas como molecagem?
Só isso? Um atrevimento? Coisa de um extremista, mas bem moderado? Além dos brasileiros que já têm opinião formada sobre tudo, quem mais pode se sentir afrontado por Trump e por Tarcísio de Freitas?
Alguém com simpatia pela extrema direita pode se sentir atingido como cidadão brasileiro? Quem se sente ofendido, considerando-se que o sentimento de nacionalismo foi degradado pelo bolsonarismo no bordão que fala de Deus, pátria, família e liberdade?
O efeito dos ataques pode ser o mesmo provocado pela imagem de Tarcísio com o boné trumpista, pregando que a América seja grande de novo. Quase nada.
Não são muitos, do centro da política ao fascismo moderado, que conseguem ligar o boné na cabeça de Tarcísio a uma atitude antipatriótica. O bolsonarista acha que ser nacionalista é ser trumpista. E não tente argumentar.
Carregar a bandeira nacional nas costas e vestir a camiseta de Neymar significam o mesmo que cantar o hino para um pneu, ou pelo menos aceitar como razoável, até por quem não é bolsonarista mas é de direita, que alguém cante para um pneu.
Se fosse possível fazer um retrato hoje dos danos provocados pelas reações a Trump e Tarcísio, pelos ataques ao Brasil e ao Supremo, e a Hugo Motta e Davi Alcolumbre, pela guerra do nós contra eles, a imagem seria a mais previsível.
Motta e Alcolumbre apareceriam esfarrapados, quase caindo aos pedaços, e Trump e Tarcísio desfrutando da confusão sobre o que posse ser patriotismo e defesa de interesses nacionais.
Lacraram na testa de Motta e Alcolumbre que eles são a expressão do Congresso da mamata contra os pobres. Mas será que Tarcísio, caroneiro de Trump, sofre os mesmos danos de uma lacração de elaboração mais complexa?
É provável até que Tarcísio tenha obtido mais vantagens, fidelizando a base bolsonarista com a agressão ao STF, do que tenha perdido apoios fora da base social do bolsonarismo.
Tarcísio pode até se arriscar a tirar do armário e recolocar o boné vermelho de Trump, enroscar-se numa bandeira americana e cantar o hino deles com a mão no peito. Pode ganhar mais do que perder como capacho de Trump.
Há muito tempo, patriotismo deixou de ser um sentimento para a direita, para se transformar numa mercadoria que cada um compra, vende e consome como bem entende.
O texto acima foi publicado originalmente com esse título:
Tarcísio de Freitas se transforma em patriota americano e ajudante de Trump
Fui alertado por amigos leitores de que a palavra ‘ajudante’ era fraca demais, decidi trocá-la e o título ficou assim:
Tarcísio de Freitas se transforma em patriota americano e capacho de Trump

O Lula atacou o Trump diuturnamente, desde a posse do laranjão. Tirou foto com Putin e outros ditadores, trouxe o Irã para dentro de casa na reunião de brincadeira dos Brics, e agora a conta chegou.
Tem alguém controlando o velhinho. Se fosse na época do Lula 1 e 2, isso jamais teria acontecido. Lula ouvia os diplomatas e conselheiros, todos muito bem informados. e a saudosa Dona Marisa brincava com os netinhos em São Bernardo. Bons tempos!
Quando um repórter perguntou se Lula ia falar sobre a nova taxa, Lula ainda não estava sabendo do problema. A primeira-presidenta Janja gritou sobre seus vira-latas e deu um sinal para que ele não olhasse mais para os repórteres.
A história ainda vai julgar essa mulher.
O comentarista tem inveja do Lula ou da Janja. Creio ser da Janja.
Verdade.
O Brasil precisa de trabalho. Enquanto a caravana avança, os cães ladram.
Precisa de trabalho, agora que os exportadores vão demitir em massa.
No lugar de brincar de superpotência, o Lulão poderia ter ido procurar o Trump, como fez a presidente do México. Só que não. Para demonstrar macheza, ficou esse tempo todo provocando o laranjão ianque.
Acho que o Lula não concorre mais, porque se concorrer não chega ao segundo turno. Duvido que queira sujar a biografia dele com uma derrota acachapante.
Poxa, Moisés, nem tenho mais vontade de comentar aqui. Tá cheio de falsos patriotas dementes, que agora vão se agarrar aos bagos do Trump. Uma tristeza. Sou do tempo em que havia uma direita inteligente e culta (carlos Lacerda, José Guilherme Merquior, por exemplo). Hoje só restou uma indigência intelectual, a escória da escrotidão humana. E eles nem tem vergonha de se expor, coitados.
Vou continuar lendo suas matérias nos portais que te replicam.
Se eu fosse você mudava para uma plataforma onde esses indigentes não tenham acesso fácil (substack, NOBLOGS, etc).
Boa sorte!
( e que venham os xingamentos das mentes doentias, que eu nem vou ler, kkkkk)
Não precisa chorar: o Putin é um democrata, o Irã respeita a comunidade LGBT e as mulheres e o Brics tem muita, muita força contra os EUA.
Pronto, pare de chorar.
Moisés Equivocado Mendes: o mercado financeiro mundial, incluindo a Faria Lima (a rua que você tanto teme e abomina) condenaram as tarifas com veemencia.
A Folha de São Paulo e o seu portal UOL correram para limpar a barra do Lula e apontar o dedo para o Eduardo Bolsonaro.
Veja bem, aonde quero chegar: primeiro, o mercado financeiro não é um monstro criminoso que conspira com a extrema direita o tempo todo contra o “pôvú”; segundo, a Folha é de esquerda e entrou em pânico agora que o governo Lula praticamente respira por aparelhos.
A Faria Lima é uma bonita avenida, Moisés. Tem bancas de jornais, prédios residenciais, postos de gasolina, ponto de ônibus, botecos comuns, botecos chics, lavanderias, restaurantes por quilo (bem povão)… Pode visitar, ninguém vai atirar em você ali, é um lugar normal. Não tenha medo, Moisés! Fique bem.
O pior desta performance capachista do tarcísio é que o clã bolsonaro não quer saber dele. Preferem serem líderes da oposição do que direita “concedida”.
Precisa de trabalho, agora que os exportadores vão demitir em massa.
No lugar de brincar de superpotência, o Lulão poderia ter ido procurar o Trump, como fez a presidente do México. Só que não. Para demonstrar macheza, ficou esse tempo todo provocando o laranjão ianque.
Esta imagem do tarcísio com o bonezinho e a bandeira dos staits ao fundo vai ser a pá de cal da candidatura do mané. Periga até a reeleição em sumpaulo. Afinal, capital não tem amigo.
A única coisa a lamentar é que Trump tenha ameaçado o país faltando um ano e três meses para a eleição de 2025. O mafiosismo dele no ano que vem elegeria o Lula, O Haddad ou até a Janja. Mas atenção: O TOCA sempre arregla
A questão é que o tarcísio se inviabilizou com o grande capital de São Paulo, que está buscando gente diferente dos bolsonaros. Com a repercussão negativa do tarifaço, o clã e seus asseclas tendem a radicalizar ainda mais o discurso e vão acabar num nicho de 20% do eleitorado. Dificilmente estes manés vão compor com alguém da direita moderada, se isto existe. Neste cenário, LULA elege um poste em 2026 e vai viver a aposentadoria ao lado da JANJA em alguma praia da Bahia.
Traidor da constituiçao é
Traidor da pátria, paulistas nao
Se esquecam.
A primeira vez que ouvi a palavra “chicken” associada a covarde foi no clássico “De volta para o futuro”. A expressão era usada pelo Biff Tannen em referência a George Mcfly, pai do herói Marty McFly. O equivalente no brasileiro seria “bundão”. É o que Trump é. No primeiro mandato afinou para Kim Jong-Um, o déspota mais temido pelo imaginário paranóico americano. Também acabou por alavancar ainda mais a economia da China ao impor sanções que levaram o regime comunista a dar uma guinada estratégica ao mercado interno. Agora, anda de mãos dadas com o ditador russo na espoliação do que resta da Ucrânia, que acabará miseravelmente de volta ao cenário pré-Maidan. Por fim, encenou um ataque ao Irã que reacendeu o patriotismo persa e deu novo fôlego à debilitada teocracia dos aiatolás. Sim, “chicken” ou “bundão”
Cometi um erro ao dizer que a Ucrânia voltará miseravelmente ao cenário pré-Maidan. Será muito pior porque, além da destruição, não terá nem mão-de-obra jovem para ajudar a reerguer o país