UM JAPONÊS DA FEDERAL ESPERA POR SERGIO MORO?

A Polícia Federal a serviço de Sergio Moro fez a condução coercitiva de Lula, grampeou uma conversa de Dilma e Lula, fez grampos de conversas de advogados de Lula, grampeou o doleiro Alberto Youssef e outros presos na carceragem de Curitiba e cometeu outros delitos que o juiz ou determinou ou deveria saber que estavam sendo levados adiante impunemente.

A Polícia Federal a serviço de Bolsonaro, com um amigo dos filhos dele no comando, poderá fazer o mesmo com Sergio Moro?

O ex-juiz passa, por autorização do ministro Celso de Mello, a ser investigado junto com Bolsonaro sobre as acusações que fez ao ex-chefe na hora da despedida.

Bolsonaro e os filhos devem estar confiando no amigo. Um roteiro de filme ou série que previsse essa reviravolta, em tão pouco tempo, poderia ser considerado inverossímil.

Quase três anos depois de condenar Lula no caso do tríplex (foi em julho de 2017), Moro passa a ser investigado pela mesma PF que o ajudou a mandar o ex-presidente para a cadeia.

Haverá um japonês da Federal na vida de Sergio Moro?

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A INDIFERENÇA DE CELSO DE MELLO
Há consenso entre jornalistas não governistas e entre juristas que não temem os Bolsonaros: a investigação que Augusto Aras pediu ao Supremo tem a intenção de encurralar Sergio Moro.

Muita gente caiu na ilusão de que o procurador-geral pretende investigar os crimes cometidos por Bolsonaro, que podem ser os de falsidade ideológica, coação, advocacia administrativa e prevaricação.

Não é nada disso. Ele quer saber o que é verdade nas acusações, ou seja, a investigação é para apertar Moro, para que ele prove o que disse.

E o que fez o ministro Celso de Mello ao acolher o pedido de Aras para que a investigação seja aberta?

Limitou-se a analisar os possíveis delitos cometidos por Bolsonaro, alertando que todos, inclusive o presidente, devem se submeter às leis.

Celso de Mello não deu atenção ao que interessa a Aras, que é a busca da veracidade do que foi dito com a apresentação de provas.

Em nenhum momento Celso de Mello observa que também o ex-juiz deve se submeter às leis, ou seja, deve acusar e provar o que disse.

Qual é a conexão dessa indiferença do ministro com o fato de que ele dará o voto decisivo, na Segunda Turma do Supremo, no processo da suspeição de Moro no caso do tríplex?

Talvez nenhuma. Mas talvez Celso de Mello não precise se dedicar agora a analisar possíveis delitos do ex-juiz.

O ministro pode apenas estar guardando munição para tratar de Moro no processo que importa.

O julgamento deve acontecer nos próximos meses. Mello deixa o Supremo, por aposentadoria compulsória, no dia 1o de novembro.

O VÍDEO DO MOMENTO

Série mexicana diz que Bolsonaro é sinônimo de 'burro'

Bolsonaro é tratado como burro em uma das principais séries mexicanas. Sua fama já ultrapassou as nossas fronteiras.Saiba maishttps://bit.ly/2W73XWC🎥 Netflix / Partido dos Trabalhadores RJ

Posted by Gleisi Hoffmann on Monday, April 27, 2020

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