UM SÁBIO SEM PRESSA

O jornalista Marcelo Canellas lembrou-se hoje do geógrafo Milton Santos e escreveu esse texto, que compartilho da página dele no Facebook:
“No dia da consciência negra – nesses tempos de cruzada fundamentalista contra o conhecimento, a ciência e a universidade – fico com as palavras de um dos maiores intelectuais negros de todos os tempos, o geógrafo brasileiro Milton Santos:
“Eu creio que é difícil ser negro e é difícil ser intelectual no Brasil. Essas duas coisas, juntas, dão o que dão, não é? É difícil ser negro porque, fora das situações de evidência, o cotidiano é muito pesado para os negros. É difícil ser intelectual porque não faz parte da cultura nacional ouvir tranquilamente uma palavra crítica”.
A Associação dos Geógrafos Brasileiros publicou uma entrevista que fiz com Milton Santos em 2001, por telefone, pouco antes da sua morte.
Publiquei em Zero Hora a primeira parte da entrevista e guardei metade da conversa para uma matéria que pretendia fazer sobre globalização.
Com a morte do cientista, publiquei então a segunda parte. A entrevista que reproduzo aqui é a da primeira parte (lamento, mas não encontrei na Internet a segunda entrevista publicada na época).
Com a inspiração do meu amigo Canellas, busquei e encontrei no Google a entrevista que compartilho agora, sem antecipar qualquer palpite, 18 anos depois.
(O link está na área de comentários)

(Este é o link da publicação)

https://seer.ufrgs.br/bgg/article/viewFile/38420/24691

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