UMA DOAÇÃO DE ALGUNS MILHÕES PELO JORNALISMO

O jornalista, escritor e cineasta João Moreira Salles fez um gesto que um dia as esquerdas com algum dinheiro, se saírem da guerra do WhastApp com o Carluxo, poderão copiar.

Joãozinho, como é conhecido, fez uma doação para que a revista Piauí crie um fundo. Um instituto fará a gestão dos recursos, para que a revista se sustente, sem o risco de fechar.

Ele se afasta do envolvimento direto com a sustentação da revista por ele criada, e a publicação passa a ter vida própria.

Ah, eu sei que dirão: mas o cara é herdeiro de um banqueiro. Sim, é e fez a doação.

Não importa se é rico. Importa que ele enfiou a mão no bolso e doou. Sabem quanto? R$ 350 milhões.

Sim, R$ 350 milhões. Em nome da sua paixão pelo jornalismo, nos 15 anos da Piauí.

Não precisa ter R$ 350 milhões para ajudar a sustentar um projeto. Precisa apenas ter a vontade de participar de uma ideia em nome da informação.

Quantos capitalistas ditos progressistas, de todos os tamanhos, poderiam ajudar a sustentar empreendimentos de esquerda e não se mexem?

O Brasil já teve mecenas que ajudaram na construção do jornalismo de combate no tempo da ditadura.

O mais conhecido foi o industrial Fernando Gasparian, fundador do jornal Opinião e de outras publicações que peitavam os militares. Também foi dono da Editora Paz e Terra.

Hoje, não temos um Gasparian para ajudar a peitar o fascismo bolsonarista, e os jornais ditos alternativos sofrem para seguir em frente, enquanto são boicotados pelos algoritmos de gugals e feices.

(Abaixo, no link, o texto em que João Moreira Salles explica a mudança na gestão da Piauí e a criação do fundo.)

https://piaui.folha.uol.com.br/materia/dona-do-proprio-nariz/

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