Uma farsa da Justiça com o aval de um juiz de 92 anos
Um magistrado com 92 anos de idade deveria ser preservado da humilhação de avalizar a farsa de Trump com Nicolás Maduro. O juiz federal Alvin Hellerstein topou e ouviu o venezuelano nessa segunda-feira em Nova York.
Na audiência de custódia, na primeira cena da farsa, o juiz quis saber se estava tudo bem com Maduro, para então avisá-lo de que ele está sendo processado por envolvimento com tráfico de drogas. Ele a mulher, Cilia Flores.
Imaginem quantos casos passaram pelo juiz Alvin Hellerstein. Quantas vezes ele teve que enfrentar situações absurdas, até chegar à condição de juiz sênior, uma espécie de sábio, pela trajetória e pela idade, num país que prende e condena negros e pobres, como acontece no Brasil.
Mas pela primeira vez o juiz se viu diante de um presidente sequestrado e apresentado como preso em flagrante. Não interessa se o preso age como ditador, porque Trump também vem agindo. Não interessa se Maduro mandava na Justiça do seu país, porque Trump também dobra a Justiça americana.
Não importa nesse caso se Maduro é perseguidor de inimigos, porque Trump também é. Se houvesse uma régua, por qualquer medida, Trump seria mais fascista e mais gângster do que Maduro.
Só que o ‘julgamento’ deflagrado não teria motivação política, mas criminal. Maduro não está em Nova York, pela acusação formal, como ditador, como diz a Globo, mas como traficante.
Mas o mundo trata como normal que um juiz de Nova York participe da farsa do processo contra Maduro. O juiz sabe que Maduro foi sequestrado, mas sugere que está tudo bem, que a ‘prisão em flagrante’ foi normal.
E os juristas brasileiros, que tudo debatem, se dedicam à hermenêutica do caso Maduro para dizer se isso ou aquilo pode ou não ser legal, sob o ponto de vista do direito internacional.
Todos os jornais informam o seguinte. Ao abrir a sessão, o juiz Alvin Hellerstein afirmou que era seu dever e intenção garantir que o processo seja justo. Claro, era uma audiência de custódia.
É numa audiência de custódia que o juiz avalia se aquilo tudo está correto. Que história é essa de invadir um país para sequestrar o acusado que está diante dele?
O juiz se perguntou sobre isso? Um juiz com a trajetória desse magistrado tem essas dúvidas? Outro juiz mais jovem teria essas aflições?
Numa audiência de custódia, o juiz decide o que fazer com o preso, se o mantém na cadeia, preventivamente, ou se o liberta. Claro que Maduro não seria libertado.
A farsa da primeira audiência é tão farsa que qualquer estagiário do foro de São Batista do Caracumim sabe que Maduro foi e voltou para se apresentar ao juiz como preso político. E que continuaria preso.
Essas são as acusações contra Maduro, apresentadas pelo Ministério Público e pelo Departamento de Justiça: conspiração para praticar narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos, uso de armas de guerra em crimes de tráfico e conspiração armada ligada ao narcotráfico.
Fui pesquisar para saber quem é Alvin Hellerstein e descobri que ele é um juiz de casos famosos, entre os quais o julgamento de indenizações relacionados ao atentado de 11 de setembro em Nova York.
O The New York Times informa que ele julga casos envolvendo terrorismo, questões de segurança nacional e grandes disputas financeiras.
Foi ele quem condenou o por assédio sexual o produtor de cinema Harvey Weinstein. Hellerstein é quem vai cuidar do processo de Maduro. É de se perguntar se precisava. Aos 92 anos, precisava? Para incluir no currículo?

Moisés
Por enquanto nenhum golpista opinando aqui.
– Os Ratos Dormem após noite exaustiva nos estertores dos Esgotos.
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Lula Reeleito 26 !!
Eu não sou golpista, sou apenas um defensor da Folha de São Paulo e venho aqui defender o jornal das inverdades que o Moisés Mendes conta sobre ele o tempo inteiro.
Peço que a esquerda pare de atacar a Folha de São Paulo e a Malu Gaspar, e que a direita pare de atacar a arquitetura de Oscar Niemeyer.
A Folha, o Niemeyer e a bossa nova foram as únicas coisas que o Brasil conseguiu apresentar de excelência para o mundo. O resto é podridão e escrotidão. Brasileiros emporcalham praias e ruas.
Niemeyer
Bossa Nova
Jango
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Inclua a Folha e a Malu fora dessa.
E caso de piada pronta. Um sequestrado ser apresentado à Justiça. Se este magistrado fosse independente, mandaria o custodiado de volta a seu pAÍS.
Leio hoje na imprensa que o salário mínimo na Venezuela é de TRÊS DÓLARES por mês, repito, TRÊS DÓLARES. Uma NARCODITADURA BRUTAL, que censura, prende, tortura e mata Vozes OPOSITORas. Que provoca o êxodo de 8 milhões de pessoas. Que trata o povo como cães sarnentos, hospitais sem remédios, sem gaze, sem álcool, sem esparadrapo, sem insulina para diabéticos, sem NADA Esse éo tal “socialismo do Século XXI”. O sujeito que defende o CHAVISMO não tem um pingo de empatia, humanidade, compaixão. É praticamente um PSICOPATA.
“Leio” aonde …
No Estadão, quá quá …
Menos hipocrisia e seletividade, Nandinho! Nunca foste um exemplo de empatia, de humanidade e nem mesmo de um pingo de respeito ao outro. Sugiro que leias o artigo ‘EUA, o Estado fora da lei’, escrito pelo jornalista Chris Hedges, vencedor do Pulitzer Prize, maior prêmio do jornalismo nos EUA, e ex-correspondente estrangeiro do New York Times. Hoje, Maduro e nenhum chefe de estado mundial, por mais que se esforcem, chegam aos pés da corrupção e crueldade do fascistão pedófilo.
Neri-Moisés, como você pode defender o bolivarianismo? Você tem quantos neurônios? Ninguém em sã consciência pode defender aquilo.
Aliás, Nandinho, Mais que desnudar o fascistão, o artigo de Hedges desmonta a farsa do que seria o tal ‘modelo de democracia’ estadunidense, que serve de referência a ti e para a extrema direita do mundo inteiro.
Governo Trump recua de acusação de que Maduro chefia cartel de drogas. Agora, para mantê-lo preso, talvez o acusem de ter bigode mal aparado.
Esse “Rodrigo” e esse “ferdinando” (seriam a mesma pessoa???) pelamor! Um, na maior cara-de-pau vem defender um jornal historicamente golpista e colaboracionista com o fascismo. O outro (ou seria o mesmo) regurgita argumentos sem a mínima comprovação e qdo confrontado com indicação de fonte, fica pianinho…típico.
Não somos a mesma pessoa. Ferdinando odeia a Folha, por ser de direita, e eu sou de esquerda. Além disso, o Ferdinando parece bastante culto e mais informado do que eu.
Agora, o Neri é o Moisés Mendes.
Vai acusar o Moises de bater o escanteio e cabecear no gol?