Uma semana depois, o mau cheiro da denúncia em putrefação
Se as redações dos jornalões ainda fossem presenciais, os colunistas lavajatistas do Globo teriam que passar todos os dias por cima do cadáver insepulto da denúncia contra Alexandre de Moraes. Já há evidências de que a denúncia pode estar sendo abandonada, para morrer sozinha no meio da redação.
O principal indício de que não há muito a fazer para salvar a acusação está na coluna dessa segunda-feira de Malu Gaspar. A jornalista apresenta um habeas corpus preventivo, como se estivesse atenuando o que publicou há uma semana.
Diz que Moraes fez lobby pelo Banco Master junto a Gabriel Galípolo, mas acrescenta um detalhe. Escreve que “em julho de 2025 ocorreu uma reunião em que o ministro do STF Alexandre de Moraes pediu a Galípolo pelo Master”.
E apresenta esse habeas: “Ao ser informado por Galípolo de que o BC havia descoberto as fraudes, Moraes recuou e disse que tudo precisava ser investigado”.
Moraes recuou lá em julho e Malu recua agora. Porque no dia 22, há exatamente uma semana, ela escreveu que o ministro havia procurado Galípolo “pelo menos quatro vezes para fazer pressão em favor do Banco Master”.
Mas Malu não recua quanto à informação de que a mulher de Moares, a advogada Viviane Barci de Moraes, tem contrato com o Master. Reafirma que tem. O que pode ser um aviso aos interessados de que ela pode apresentar provas da existência do contrato.
A colunista também mandou outro aviso, no dia 25, esse desprezado por todos os que analisam a ‘denúncia’, expondo Galípolo como informante em off de veículos da grande mídia.
A jornalista pode estar dizendo que ela era uma das ouvintes do presidente do BC. É o que está insinuado em texto de 25 de dezembro, quando a colunista reapareceu nas páginas do Globo.
Malu escreveu que Galípolo “primeiro, negou em off a alguns veículos ter sido pressionado, mas admitiu que, nas conversas com Moraes, se falou sobre o caso Master”. E que Galípolo teria procurado os jornalistas para afirmar que não teria sido pressionado, “mas pediu que não publicassem ter dito isso”.
A jornalista cobra, nesse texto do dia 25: “Se não houve pressão, por que não dizer em público, alto e bom som?”. E agora, sem que Galípolo tenha dito em bom som, publica que Moraes “recuou e disse que tudo precisava ser investigado”.
Assim, a denúncia vai se esvaindo. É o pior momento de algo que se anuncia como reportagem investigativa, mas quando nada se confirma e outros denunciantes não aparecem para reafirmar o que foi noticiado.
Nem estrelas do colunismo, como Monica Bergamo, Eliane Cantanhêde, Elio Gaspari e Merval Pereira, que foram ágeis e prestativos, conseguiram ajudar Malu. Hoje, a denúncia ganha a forma de cadáver na redação do Globo.
É ruim para todo o jornalismo da grande imprensa, por causa do mau cheiro e da situação que se cria. Se não conseguir se recuperar, o Globo não poderá errar de novo.
Moraes é um troféu para qualquer fascista. Havia se transformado em cabeça premiada para o jornalismo lavajatista. Não deu certo e nunca dará, quando colunistas tentarem substituir repórteres.

Mas peraí, LEIO HOJE NA IMpRENSA QUE a Procuraforia Geral da República considerou lícito o contrato celebrado entre o Escritório de Advocacia Barci de Moraes e o Banco Master, determinando o arquivamento de uma representação feita por um parlamentar. Então vem a velha pergunta de lógica elementar (Massinha I e MasSinha II): como o Ministério Público considera lícito algo que NÃO EXISTE ? Como o Ministério Público analisou a licitude de um contrato inexistente ? Parece que a PGR simplesmente CONFIRMOU a existência do contrato, algo que o próprio DR. Moraes jamais negou.
A reunião entre Moraes e Galípolo foi num anfiteatro? A repórter lava-jatista ouviu seis testemunhas do encontro. Um tema deste vulto deveria ter sido abordado face-to-face. Então, na realidade, a repórter expõe o presidente do BC. Não pára em pé. Desistam, não vão derrubar o Xandão.
Como sempre apressado, não é, Nandinho? Existe nessa história toda algumas pontas soltas que me parece que não foram devidamente levadas em conta. Uma das mais intrigantes delas é o fato de que não há registros de que o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, da mulher e dos filhos do ministro Alexandre de Moraes, que supostamente teria sido contratado a peso de ouro pelo Banco Master para representá-lo perante a Receita Federal, o Cade e o Banco Central tenha atuado de alguma maneira ou pelo menos feito habituais consultas em nome do banco contratante ora liquidado a qualquer uma dessas três instituições federais. Sem contar que ainda não foi apresentada nenhuma prova documental sobre a existência desse contrato milionário.
Por enquanto, mais de uma semana depois da denúncia da jornalista ‘insuspeita’, que se permite ter apenas o Moro e o Deltan como seus heróis, o que temos é a palavra dela, supostamente apoiada em declarações feitas em off, contra a palavra de dois personagens centrais da atual conjuntura política e econômica do país. Moraes, depois do enfrentamento aos fascistas do golpe, do tarifaço trumpista e da aplicação da Lei Magnitsky, extrapolou as fronteiras jurídicas para, pelo menos momentaneamente, tornar-se um bastião da defesa da democracia.
Está mais que na cara que a denúncia também extrapola a simples preocupação com a postura moral e ética dos ministros do Supremo. Malu Gaspar, assim como Moro, a quem prestou seu apoio incondicional, mesmo que mais adiante tenha sido comprovado que o juiz tinha sido orientado para servir a interesses estadunidenses, também nesse caso não está, com suas obscuridades textuais, claramente a serviço do bom jornalismo.
Seria muita ingenuidade acreditar em seu repentino bom-mocismo e ignorar que uma tentativa de enfraquecimento ou derrubada de Moraes a seis meses do começo da campanha presidencial nada tenha de jogo político da pesada, que interessa somente aos cachorros grandes e malvadões da Faria Lima, do PCC e do Congresso, que há muito se confundem, e que se sentem ameaçados pelos movimentos de ministros do STF, da Polícia Federal e do governo Lula.
Duas perguntas elementares se impõem a jornalistas, investigativos ou não, e quero crer que a autora da denúncia bombástica também considerou tais pertinências:
Pode um escritório ter assinado um contrato no valor de aproximadamente 130 milhões, pagáveis em três anos, não apresentar uma única folha de trabalho prestado ao banco contratante ora liquidado?
Teriam os sistemas do Cade, da Receita e do Banco Central deletado quaisquer rastros de registros documentais referentes à entrada de eventuais consultas, petições ou defesas apresentadas pelo escritório perante as instituições que, segundo o contrato, deveria acompanhar, monitorar e representar seu cliente em situações de conflitos de natureza econômica ou jurídica?
E por que Viviane Barci de Moraes e seu marido até agora não soltaram NENHUMA nota negando a existência deste contrato ? Por que a garota de recados do Moraes, a Daniela Lima, nunca negou a existência deste contrato ? Por que o Arruinaldo Azeredo nem tocou no assunto ? E se o escritório nada fez ao longo de 2024 e 2025 a coisa então é mais GRAVE AInda. Usar a expressão “suposto contrato”, depois que o Procurador Geral da República admitiu a existência do mesmo, e até deu parecer quanto à sua licitude, só pode ser NEGACIONISMO. Aí já é caso para a psicanálise.
Parece que Dias Toffoli e um tal de Jhonatan de Jesus, Ministro do TCU, estão querendo ACABAR com a autonomia do Banco Central. Qual serão os próximos passos dos dois ? Fixar a taxa SELIC ? Tá resolvido o problema da taxa básica de juros da economia brasileira. Basta um telefonema de Lula e Haddad para Toffoli ou Johnatan, que eles, com uma simples canetada, baixam a taxa SELIC de 15 % para 1 %. Tudo bem que o Brasil ACABA junto. Mas ele estão preocupados com esse mero detalhezinho ?
Moises, acho que vc nao esta se dando conta de sua misoginia em relacao a jornalista. receba!
a tempos alguns mais inteligentes alertam sobre a total supressao das causas autenticas da esquerda pela causas do feminismo. o neoliberalismo agradece.