Uma tese sobre a gravata de Ancelotti e a alma da Seleção
Vamos em busca de consolos. Imaginem essa Seleção encolhida, apavorada, acovardada, jogando uma final contra a França.
Mas não dá pra acreditar em renovação com um técnico que usa gravata. O técnico da Seleção deve, por imposição da primeira cláusula do contrato, usar abrigo. É só se inspirar em Zagallo.
Essa teoria da gravata é inspirada em tese do advogado, cronista e gremista (ex-dirigente do clube) Antonio Vicente Martins. Martins publicou dias atrás uma bela crônica no Facebook, em que trata da Seleção e do Grêmio, de onde tirei esse trecho:
“Esta história de treinador estrangeiro acho que muda o conceito do jogo. Eu tenho a ideia de que os times têm que ter uma ideologia, uma ideia de jogo, um conceito de cultura de jogo. O Grêmio tem sua cultura de jogo, de raça, de não desistir, de força na marcação, de explosões de técnica, mas de muita pegada. Nenhum time do Grêmio vai conseguir vencer sem este conceito de jogo. A seleção brasileira tem que ter o conceito de futebol brasileiro, técnica, improviso, toque de bola. Tem que marcar, claro que tem que marcar, mas tem que saber jogar”.
É uma mistura de semiótica com a alma dos times. Um cara de gravata não tem relação nenhuma com uma Seleção como a brasileira.
É, como diz Martins, uma questão até de ideologia, no sentido de que um time tem que ter pelo menos uma índole a ser respeitada.
O Grêmio sempre teve, até ser sequestrado por estruturas políticas da extrema direita. A Seleção também. E hoje, contra a Noruega, a Seleção nem marcou.
Um técnico pode, claro, mascar chiclete, mas não usando gravata e treinando a Seleção. Um técnico de gravata não pode treinar nem o time de esgrima do Brasil nos Jogos de Inverno.

Agora chega desses meninos mimados, sem o mínimo compromisso. Afinal, depois da encenação de tristeza e lágrimas de crocodilo, todos estavam de volta às suas mansões, carrões, iates e aviões, cabeleireiros, maquiadores, joias e coleções de relógios caros e contratos de publicidade.
Está na hora de começar um movimento de forcar a CBF escolher o melhor time do momento, com seu tecnico, como esqueleto de seleção, e rechear com jogadores de outros times. Só jogam na seleção, jogadores que atuam no Brasil. Quem vai para o exterior, fez uma opção financeira e tem que arcar com isso.
Se for para perder, que seja com gente compromissada e que respeite o torcedor.
Não existe mais “cultura”, ideologia e “união” no futebol. A diferença do futebol brasileiro para os de outras seleções é que o jogador brasileiro é boleiro e não atleta de ponta.
O boleiro é o cara que dá uns toquinhos bonitos no futebol society, mas não gosta de treinar, não pratica os fundamentos de como chutar, lançar, bater falta, também não sabe marcar e não tenta aumentar a velocidade.
Futebol é business, investimento em alta performance em campo. A cor da camisa e a bandeira estampada nela lembram os símbolos do país dos jogadores, mas futebol, desde 1986, não tem mais relação nenhuma com a noção de Pátria, de Nação. A torcida gosta de pensar assim, sobretudo a brasileira, já que o Brasil é um país de merda, que só produz chacina de mulheres, igrejas e exporta carne com antibiótico e criminosos.
A CBF vai continuar do jeito que está porque é uma empresa privada e precisa lucrar. Se os brasileiros fossem produtivos e disciplinados, chegariam um pouco mais longe ou seriam homens como os do México e do Paraguai.
Correção:
*Exporta criminosos e carne com antibióticos.
Mas talvez os membros do PCC estejam entrando em outros países escondidos nos contêineres das carnes com antibióticos, o que dá certo sentido à minha frase.
Nossos criminosos são muito criativos.
Continuando:
Vi aqui na Wikipedia que Erling Haaland nasceu na Inglaterra!
Ou seja, tanto faz para ele se jogasse no país de origem ou no país onde cresceu. O que importa para ele é a alta performance na sua profissão. Ele pode amar a social democracia nórdica, mas isso não faz a menor diferença quando marca gols espetaculares de bicicleta ou destroça o Brasil sem precisar sequer suar.
E quando Harry Kane bate pênalti e cabeceia, ele está cagando para o King Charles e para os Beatles!
Parem de achar que cultura e garram ganham jogo, até porque, o pior do Brasil é a brasilidade.
“Pouca saúde e muita saúva, os males do Brasil são”, já dizia o nosso grande mestre da preguiça, Macunaína.
Força, BETS! Tomem tudo dos otários!
O fenomenal Haaland é filho de pais noruegueses. Ele nasceu circunstancialmente em Leeds, na Inglaterra, porque seu pai era jogador de futebol e atuou dez anos na Inglaterra. Quando Erling Haaland nasceu, seu pai jogava no Leeds United, e depois jogou no Manchester City. A mãe do Haaland foi atleta, campeã norueguesa do heptatlo. O garoto Erling Haaland foi morar em definitivo na Noruega aos três anos de idade, e foi alfabetizado em norueguês. Portanto, pelo “jus sanguinis”, Erling Haaland é 100 % norueguês. Só é inglês pelo “jus soli”. Não tem NENHUM DNA britânico. É escandinavo até a medula. 100 % viking. E 0 % britânico.
O futebolmundial ficou grande demais para o Brasil. E, quando Messi, parar, para a Argrntina também. Somos, cada vez mais, coadjuvantes.
E eu pergunto: existe algo mais normal na vida do que o Brasil perder copas do mundo ? É só fazer as contas: ontem o Brasil perdeu a sua DÉCIMA OITAVA Copa do Mundo. De 1930 até 2026 o tal do “melhor futebol do mundo” ganhou cinco copas e perdeu DEZOITO. E das 5 que venceu, 3 foram na Era Pelé.
Ontem o Brasil bateu seu recorde de jejum: de 1930 a 1954 perdeu cinco copas consecutivas. De 1974 a 1990 perdeu outras cinco consecutivas. E ontem faturou o HEXA: seis copas consecutivas com derrota (2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026). Brasil perder Copa do Mundo é a coisa mais normal que existe.
Se eu fosse o Ancelotti procuraria a direção da CBF e proporia um acordo amigável de rescisão contratual. Ele já deve ter percebido que dirigir a seleção de um país de BOSTA como o Brasil é uma tremenda canoa furada. E com jogadores MÉDIOCRES, tik tokers preocupadissimos com cortes de cabelo, dancinhas grotescas e ostentação. Pra que se expor ao vexame de ver o BOSTIL eliminado pela sétima vez consecutiva em 2030 ? O Brasil no futebol virou um México, uma Colômbia, um Uruguai. Até o Dia do Juízo Final o Brasil nunca mais vai ganhar Copa do Mundo. Ancelotti tem mercado em qualquer grande clube da Europa. Não precisa passar vergonha treinando o BOSTIL. Dinheiro ele já ganhou o suficiente para garantir uma vida de luxo para os seus tataranetos.
Sobre o Haaland, ele teve sim a escolha de jogar pela Inglaterra para ter mais chances de chegar mais longe em uma Copa do Mundo (vide reportagem na BBC). Entenda bem: se a “noruegasidade” dele falou mais alto, isso é totalmente irrelevante para um atleta de ponta. Fosse pela Inglaterra, ele seria atleta de alto rendimento e não um boleiro. Fosse pela péssima seleção da Escócia, seria atleta e não boleiro. Fosse pelo Haiti, seria a mesma coisa.
Quanto ao Ancelotti, ele fez tudo o que o “povo” e a imprensa esportiva pediram: colocou o Endrick e o Neymar … e deu merda!
A obtusidade brasileira é tão torta que se o cara quer colaborar com o seu próprio conhecimento sobre o futebol, ele é “teimoso”, “não gosta de fulano”; se ele faz o que os BOSTILEIROS mandam, ele é culpado.
E eu nem boto a culpa nos jogadores. O brasileiro está se vendo em campo e não gosta do que enxerga.
Quanto ao México, opa! Está jogando muito!
Aos leitores do Blog: não tenho raiva dos jogadores brasileiros. Eles são o que são. Porém, como são bem pagos, poderiam ter se esforçado um pouquinho mais. Mas não existe área em que o Brasil se esforce, a não ser no crime e na corrupção, que é bem organizado e um orgulho nacional.
Eu mesmo nunca me esforcei em nada, a não ser em procurar aspectos negativos do nosso país.
ERRATA
*são bem organizados
Vamos ver o lado positivo das coisas: ontem acabou o trauma da Seleção Brasileira ser eliminada nas quartas-de-final. Foi eliminada nas oitavas kkkkkkkkkkkkkkkk