Eliézer Oliveira e os desigrejados

(O professor de Filosofia Eliézer Oliveira, do Instituto Federal Sul-Rio-Grandense, campus de Livramento, analisa um movimento de abandono das igrejas evangélicas pouco percebido por estudiosos das religiões no Brasil)

A nova preocupação das igrejas evangélicas.

Esse é um fenômeno novo no Brasil, e poucos estão se dando conta dele. Nos Estados Unidos e Europa já é mais conhecido, mas está aportando por aqui.

“Desigrejado” é um termo pejorativo utilizado pelas igrejas evangélicas aplicado aos fiéis que se desligaram de alguma igreja e não se vincularam a nenhuma outra.

“Desigrejado” é o crente evangélico (não o católico, nem o católico não-praticante) que passa a viver a sua fé no seu lar ou com um conjunto de outras famílias e neste espaço familiar ora, lê e reflete a bíblia, canta sem estar vinculado a determinada congregação religiosa institucional.

Os desigrejados não aceitam esse termo porque eles se dizem ligados à Igreja de Cristo e, inclusive em nome da autêntica Igreja de Cristo, é que eles abandonaram os templos, o pagamento do dízimo, a audição dos pastores.

O fator comum aos membros destes grupos ditos desigrejados é que todos tiveram sérias desilusões com as denominações religiosas. Eles não suportavam mais a exploração descarada das pessoas por parte de líderes religiosos pilantras. Não aguentavam mais ter que aturar práticas ditas religiosas que nada tinham de fundamentação bíblica. Em uma expressão: deixaram a igreja porque a igreja havia deixado de ser igreja para ser tornar numa grande empresa.

São, portanto, pessoas sérias, honestas, fiéis a sua consciência e coerentes com a sua fé. Não são ateias, nem deixaram de ser evangélicas ou voltaram para o seio da Igreja Católica. nada disto! Apenas abriram os seus olhos para os verdadeiros absurdos que pastores fazem em nome de Deus.

Os grupos de desigrejados são bem heterogêneos:

* Há desigrejados que cultivam a sua fé apenas no seu próprio ambiente familiar – a sua casa se torna uma igreja doméstica para os seus parentes.

* Há desigrejados que se congregam com outras famílias e realizam os seus encontros nas casas destas famílias de forma mais ou menos rotativa – alguns destes grupos têm pastor (desigrejado também) e outros não têm pastor.

* Há desigrejados que apenas combatem os desvios da Igreja (explorar as pessoas, se tornar uma empresa, fazer shows – espetáculos e ritos que não são bíblicos e nem cristãos, pastores que buscamo poder, etc.) mas não condenam de um todo a instituição igreja; de outro lado há grupos de desigrejados mais radicais que condenam a institucionalidade da igreja em si (o fato dela ter CNPJ, Templo, Assalariados, Burocracia, Normas, etc.).

Quando eu morava em Pelotas (lá por 2015), tive um aluno desigrejado (na época eu não conhecia o termo). Falando com ele e seu pai eles disseram que eram evangélicos. Eu perguntava qual denominação e eles diziam “nenhuma, a gente é só evangélico mesmo” custei a entender do que se tratava. Neste caso era um grupo de famílias que se reuniam nas casas com um pastor desigrejado.

Esse é um fenômeno que cresce no mundo todo e no Brasil não está sendo diferente. A estimativa é que já existam 10 milhões de desigrejados e mais, pesquisas feitas nos EUA demonstram que de todos aqueles que frequentam alguma igreja evangélica 10% deles estão pensando em se tornar um desigrejado. A reação dos pastores, teólogos e pregadores evangélicos (sobretudo os que usam as novas mídias) estão batendo forte no movimento dos desigrejados.

Algumas lideranças novas dos desigrejados entram no debate, mas elas falam mais pelos seus respectivos grupos do que em nome de todos os desigrejados, visto que o movimento é bem descentralizado e heterogêneo.

Que impacto os desigrejados terão sobre as igrejas evangélicas e que repercussões político-sociais nasceram daí? Essa é a minha principal pergunta diante deste novo fenômeno, mas me parece um tanto cedo para respondê-la.

DE OLÍVIO PARA LULA

“Negar ao LULA o direito de visitar o irmão morto é uma ignomínia. É um crime de desumanidade. Esse gesto é a negação de tudo o que prega em púlpitos e tribunas com relação aos valores da família, da convivência fraterna entre pais e irmãos, a afetividade, o amor, a saudade. Amigo LULA, amargo contigo essa dor. Presenciei muitas vezes a forma calorosa, franca e carinhosa com que te relacionavas com o Vavá, teu irmão mais velho, agora de saudosa memória. Eles podem impedir que te despeças de teu falecido irmão mas não poderão impedir que milhares de corações e mentes do povo brasileiro convivam para sempre com tua franqueza, acertos, grandeza, erros e limites, ser humano integral que és na alegria e no sofrimento.
A verdade te libertará e o tempo é o senhor da razão. Um abraço deste teu amigo que quer te ver INOCENTADO E LIVRE.”
Olívio Dutra

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sorrindo, pessoas em pé e barba

Santiago

 Em janeiro de 2006 publiquei esse desenho no Jornal do Comércio ( jornal do seu Mércio!!). Atualmente tenho ouvido muito a expressão. Talvez não tenha sido o primeiro a fazer o trocadilho, mas publicado em letras de forma me parece que foi !!!
A imagem pode conter: desenho

DEJEITOS

Foi prometida para hoje no Jornal Nacional, mas não se cumpriu, a imagem de Bolsonaro ‘despachando’ na UTI.
Disseram hoje de manhã cedo que Bolsonaro acordou e saiu despachando. O novo IOF, as propostas para reforma da Previdência, o socorro a Brumadinho, a mudança urgente da embaixada para Jerusalém.
Bolsonaro ainda não conseguiu articular uma frase com sentido. Só uma. Não conseguiu nem mesmo dar uma entrevista em Davos.
Não consegue anunciar nada que não seja desmentido no dia seguinte (agora pelo vice Mourão).
E aí alguém vai acreditar mesmo que, armado com sua Bic, Bolsonaro despacha numa UTI?
E nós ainda debochamos das figuras ridículas da política dos outros.

Se confia mesmo no seu taco, o prefeito que brinca de tirar fotos com pokémons (são algumas das imagens mais ridículas da política) deveria ir à Lomba do Pinheiro e à Aberta dos Morros tirar fotos com os moradores de casas sem água.
Saia do conforto da fantasia patrocinada e venha para a vida real da cidade destruída, senhor gestor de pokémons.

AVISO

Nota que publiquei agora há pouco no meu perfil no Facebook:

Fui alertado hoje por muitos amigos para o baixo nível dos comentários de alguns dos frequentadores deste perfil.
Por cacoete de jornalista, convivo com a discordância com naturalidade e admito que às vezes me perco nessas concessões a comentaristas mais agressivos e desrespeitosos.
Escrevo para dizer que a farra acabou. Aceito aqui pontos de vista políticos com os quais não concordo, mas não irei mais tolerar ataques grosseiros à moda bolsonarista.
É este o aviso. Se não quiserem se adequar, ficarão sabendo de outras decisões minhas quando já tiverem sido deletados deste perfil.