JEJUM

Intercept e Folha usam a tática Dallagnol e nos colocam em jejum. Tudo bem. Recolheram-se diante do impasse criado por Cármen Lúcia no julgamento que pode libertar Lula. Talvez não queiram atrapalhar ainda mais o julga-não-julga.
E hoje tem o depoimento de Glenn Greenwald na Comissão de Direitos Humanos da Câmara.
Mas há uma notícia boa, para mostrar que a correção e a bravura vão derrotar as covardias.
É a decisão de um grupo de 30 juízes federais de pedir à Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil) a suspensão cautelar do ministro Sérgio Moro “das atividades associativas, inclusive da participação na Lista Ajufe”, um grupo de discussão dos magistrados por e-mail.
A Folha informa que os magistrados querem também que a Ajufe apure as circunstâncias das conversas travadas entre Moro e membros da Lava-Jato no Ministério Público Federal.
Se confirmadas, dizem os juízes, Moro deveria perder o título de sócio benemérito da entidade, que já foi aprovado pela diretoria mas ainda não foi oficialmente concedido.
Podem dizer que são apenas 30 juízes. São os que importam na hora da verdade. Parece que são poucos para enfrentar o poder do ex-juiz, mas são muitos para começar o enfrentamento.
Os juízes sabem bem mais do que todos nós a extensão dos delitos acumulados por Sergio Moro.

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