A TURMA DO SERGIO MORO

Circula desde cedo a notícia da Folha com a informação de que os três juízes que reafirmaram a condenação de Lula, no Tribunal Regional Federal de Porto Alegre, recebem auxílio-moradia. São da mesma turma de Sergio Moro.
Sem surpresas. Dois deles (Leandro Paulsen, revisor da sentença contra Lula, e Victor Laus) são donos de imóveis.
Já o relator do processo, João Pedro Gebran Neto, que não tem imóvel próprio, deve receber o auxílio por não ter onde morar.
Os três se apropriam de uma ajuda imoral (é boba essa discussão sobre a legalidade da mumunha), enquanto a direita golpista que os aplaude pede e ganha austeridade, reforma da Previdência, arrocho de salários para os sem-auxílio, fim das leis trabalhistas e o fim do SUS.
E os três condenaram Lula com o discurso moralista dos adoradores de Sergio Moro.

NÃO ACERTOU NEM A CITAÇÃO 

O primeiro mico do julgamento de ontem está registrado na coluna da Monica Bergamo, da Folha. Este é o comentário da jornalista:
“O professor de Direito da USP Alamiro Velludo Netto foi citado pelo desembargador João Pedro Gebran Neto no voto em que o magistrado condenou Lula. “O pior de tudo é ser citado no voto por meio de um texto meu totalmente descontextualizado”, reagiu ele numa rede social.
No texto, o professor discorre sobre o julgamento do mensalão, em que não foi apontado ato de ofício preciso dos condenados – como ocorre no caso de Lula. Ele, no entanto, é um crítico e acredita que a lei não permite que não seja identificado ato que vincule o acusado à benesse recebida”.
A questão agora é saber se o citador vai apresentar provas de que fez a citação certa. Se tiver só convicções, terá de tomar aulas de interpretação de texto.