WADIH E HÉLIO

A ficha continua caindo. O deputado federal Wadih Damous teve 31.160 votos na tentativa de reeleição no Rio. Não vai retornar à Câmara no ano que vem.
O deputado Dionilso Marcon me disse uma vez que, quando Wadih fala na tribuna da Câmara, não se ouve um pio no plenário.
É da elite do PT e do Congresso. Presidiu a OAB do Rio, é jurista respeitado. Foi, ao lado dos deputados Paulo Pimenta e Paulo Teixeira, um dos signatários do pedido de habeas corpus para Lula, que deu aquela confusão no TRF4 em julho.
Wadih contribuiu para a argumentação jurídica que tentou impedir o golpe contra Dilma.
Os votos dele e de boa parte do time de ponta da esquerda sumiram nessa eleição. Transferiram-se para outros lados, muitos foram parar na direita.
Vejam o caso do subtenente do Exército Hélio Fernando Barbosa Lopes, eleito deputado federal com a maior votação do Rio. Desde a campanha eleitoral ele é Hélio Bolsonaro, quando se candidatou pelo PSL.
Hélio adotou o nome de Bolsonaro no momento em que o candidato da extrema direita foi acusado de racismo. Chamaram o subtenente, tiraram uma foto com Bolsonaro, disseram que eram amigos e alguém teve a ideia: Helio deveria concorrer a deputado federal com o sobrenome do padrinho.
Em 2016, ele havia tentado ser vereador em Nova Iguaçu. Com o nome de Hélio Negão, teve 480 eleitores. Agora, como mais um Bolsonaro, conseguiu 342.491 votos.
O subtenente, que aparece sempre ao lado de Bolsonaro, teve 11 vezes mais votos do que Wadih Damous. Assim caminha a democracia.

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