MORRE UM AMBIENTALISTA

Morreu o ex-deputado, jornalista e ambientalista Alfredo Sirkis. A morte de Sirkis é ainda mais dolorosa porque acontece num momento de destruição da Amazônia e de cinismo explícito de um governo que diz negociar uma trégua com os grandes investidores.

Não há trégua com os povos da floresta, agora induzidos a tomar cloroquina, mas com quem tem dinheiro.

Sirkis tinha 69 anos. Foi uma das primeiras vozes a criar conexões entre ambientalismo e militância política, logo depois de voltar do exílio, no começo dos anos 80. Foi um dos fundadores do Partido Verde.

Sirkis é também o autor do melhor livro (Os Carbonários) sobre a resistência dos estudantes e dos chamados grupos clandestinos na guerra contra a ditadura.

Morreu num acidente, na Via Dutra, quando viajava de carro do Rio para visitar a mãe, dona Liliana, de 96 anos, que mora num sítio em Morro Azul, perto de Vassouras.

Visitar a mãe era sua única concessão para romper com o isolamento. Sirkis era filho único de dona Liliana.

É muito triste. E mais devastador ainda pela sequência interminável de desgraças e perdas que o país vive todos os dias e em todas as áreas.

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PROTESTO
Cruzes fincadas hoje num trevo de acesso a Ijuí pelo Levante Popular da Juventude. Por acaso, a loja do véio da Havan está perto do trevo. Por acaso.
A foto é do Jornal da Manhã.

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O ENCARGO
Só há uma pessoa punida até agora nessa história do Queiroz. O presidente do STJ, Otavio de Noronha, determinou que a mulher do miliciano só fica em liberdade se cuidar do bandido.

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