O pacote do Padilha

Uma das histórias mais fantásticas da Lava-Jato é a de José Yunes, grande amigo do homem do Jaburu. Em 2014, ele participa de uma reunião no palácio, com o então vice-presidente da República, mais Eliseu Padilha e Marcelo Odebrecht.

É quando, segundo delação de um executivo da empreiteira, o homem do Jaburu morde Marcelo. O empreiteiro promete dar R$ 10 milhões para a campanha do PMDB, e fica acertado ali que R$ 4 milhões irão direto para Padilha.

Yunes contou agora ao Ministério Público, com ar sério, que dias depois ouviu por telefone um pedido de Padilha para que recebesse um pacote. Ele recebeu a encomenda em seu escritório, levada por uma mula, e depois passou o pacote adiante para Padilha.

Yunes, que estava na reunião com Marcelo e ouviu a conversa e a mordida do homem do Jaburu, diz até hoje que nunca desconfiou do que havia no pacote.

O pacote era para Padilha, para quem Marcelo prometera R$ 4 milhões. E Yunes, que assistiu toda conversa, acha que o pacote poderia ter cartões de visita (para mil reencarnações de Padilha).

E ninguém sabe por que R$ 6 milhões foram direto para o PMDB e R$ 4 milhões para Padilha. E onde foi parar o pacote?

Cada um com seu conto do pacote…

 

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