SE O VICE FOSSE UM GENERAL COMUM, ESTARIA A PERIGO

Sempre que alguém da esquerda ficar em dúvida ao pensar que o vice de Lula é Geraldo Alckmin, deverá buscar o consolo de que o pré-candidato a vice de Bolsonaro é Braga Netto.

Um general que carrega nas costas os escândalos das compras de Viagra pelo governo. E das 60 próteses penianas de mais de R$ 50 mil cada uma, compradas com dinheiro público. Tudo para os militares.

É preciso pensar também que essa pode ser apenas a ponta do iceberg erótico das Forças Armadas. Braga Netto seria hoje, numa situação normal, quase um ex-candidato a vice de Bolsonaro.

Não é arredado para um canto por motivos elementares. Bolsonaro só existe porque é tutelado pelos militares. E Braga Netto era até poucos dias atrás seu ministro da Defesa.

Dispensar um general fiel e do tamanho de Braga Netto hoje não é o mesmo que mandar embora do governo, como Bolsonaro mandou, mais de 10 generais dos quais ninguém lembra o nome.

Mas a pergunta fez sentido: Braga Netto conseguirá se manter como vice, se o escândalo das compras esdrúxulas para os militares estiver apenas no começo?

Começou com salmão, filés, picanhas e outras iguarias. Passou para o Viagra e chegou à prótese peniana. Quase tudo sob suspeita de superfaturamento.

A segunda questão, que depende de um desfecho para a primeira, é esta: quem poderia substituir Braga Netto, se a manutenção do seu nome significar mais desgaste para os militares?

Um outro general sem o mesmo peso, ou seja, alguém que não tenha passado pelo comando da Defesa? Um militar sobre o qual não possa cair a culpa pelos desmandos nas compras abusivas para os militares. Mas quem?

E se for um civil? Se for a ministra da Agricultura Tereza Cristina, que boa parte da direita prefere de vice? E se for Damares Alves?

Pense no dilema da extrema direita e conclua que Geraldo Alckmin dificilmente será um problema para Lula, mesmo que seja mais atacado por petistas do que por direitistas.

__________________________________________________________________

OS NAZISTAS DELES
Não é de duvidar que o Rio Grande do Sul venha a ser governado por um sujeito identificado com ideias racistas, supremacistas e nazistas. Não duvidem.

E aí aceitaremos que a Argentina invada o Rio Grande do Sul, atirando para todo lado, para nos salvar do nazismo?

É o argumento mais usado para a invasão da Ucrânia por Putin. É um argumento infantil, reducionista e que passa desinformação.

Parte da esquerda brasileira informa-se muito pouco e decide o que pensar usando os mesmos modelos da extrema direita.

É provável que o Rio Grande do Sul tenha hoje mais nazistas do que a Ucrânia, com a diferença de que os gaúchos são dissimulados.

__________________________________________________________________

A TURMA DO MERVAL
Espalha-se pela imprensa o terror que o mercado financeiro, talvez com a ajuda da Globo, quer ver disseminado.

O terror é a suposição de que Bolsonaro terá apoios para encostar em Lula nas pesquisas. Apoios de empresários, da classe média, de executivos do dinheiro, de pobres, do Merval e de todo os nossos parentes que votaram no sujeito em 2018 e poderiam repetir a dose esse ano.

Todos os dias um analista da Globo ou da Folha informa que, com o fim da terceira via, Bolsonaro vem aí.

Tem gente grande na Globo torcendo por Bolsonaro, o maior inimigo da Globo em todos os tempos.

__________________________________________________________________

HUMOR

2 thoughts on “SE O VICE FOSSE UM GENERAL COMUM, ESTARIA A PERIGO

  1. Eu não me sinto muito habilitado para falar de vices do Bolsonaro, para mim, todos os nomes ventilados e possíveis estão relacionados com esgoto, corrupção, autoritarismo, etc. Claro que para alguém que apoia o sujeito, deve existir um nome ideal, ou muitos nomes ideais, visto que os apoiadores dele normalmente não são bem informados ou fazem uma inversão entre truenews e fakenews. Mas também não acho que a régua usada para o vice do Lula deve ser igual a usada para medir o vice do Bolsonaro. Quando foi candidato, Alckmin teve voto de muita gente que apoiou o Bolsonaro em 2018. Eu só espero que o Alckmin de vice seja aquele que leve o voto destas pessoas para o Lula e não aquele vice que conspira para subir de posto como o Temer fez. Claro que o Lula não é a Dilma e claro que hoje muitos que apoiaram esta mudança percebem que foi realmente um golpe de estado, que não combina com práticas democráticas. De qualquer forma, Lula escolheu a dedo seu vice, ele deve saber muito bem o que faz. Não é como bolsonaro que pega de vice aquele que é mais amigo ou de mesma índole, sem pensar em benefícios que o nome pode trazer. Quando a coisa ficou séria, somente Alckmin era tido como vice, Já para o rival se falou em pelo menos 7 vices possíveis, o que sugere que ele não sabe muito bem o que quer.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Website Protected by Spam Master


8 + 4 =