Véio da Havan é acusado (de novo) de abuso de poder econômico em dois julgamentos no mesmo dia

Luciano Hang, o autoproclamado véio de Havan, ou o homem que se vestia de verde-periquito, segundo o ministro Alexandre de Moraes, vai a julgamento nesta terça-feira em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul sob a mesma acusação: abuso de poder econômico nas eleições de 2022 e 2020.

O Tribunal Regional Eleitoral de SC retoma o julgamento, adiado no dia 26 de outubro, de ação em que o senador Jorge Seif (PL) e Hang são acusados pela coligação que unia os partidos PSD, União Brasil e Patriota de uso abusivo de recursos do empresário na eleição do ano passado.

Quando foi suspenso, o julgamento estava com dois votos pela absolvição do senador e do empresário. A previsão é de que o TRE vai absolver os dois, como aconteceu quando da rejeição de uma ação contra o então prefeito de Brusque, Ari Vechi (MDB), no ano passado.

O véio e o prefeito foram julgados também por abuso de poder econômico. Safaram-se no TRE catarinense, mas foram condenados em maio deste ano pelo TSE. Ficarão inelegíveis por oito anos. E o prefeito perdeu o mandato.

Também nesta terça acontece finalmente, no TRE gaúcho, o julgamento do processo contra o prefeito de Bagé, Divaldo Lara (PTB), e seu vice, Mario Mena Kalil, ambos do PTB. E o véio da Havan é julgado de novo pelo mesmo motivo.

Lara e Hang são acusados, por ação de 2020 da chapa da coligação liderada pelo PT, do candidato Luiz Fernando Mainardi, derrotada na eleição municipal daquele ano, de abuso de poder econômico.

No caso de Santa Catarina, Hang foi denunciado porque teria fornecido aeronaves para Seif, além da estrutura de comunicação da Havan.

Na ação de Bagé, a acusação é parecida: uso de avião da empresa para fazer campanha para Lara, além de ter prometido publicamente que Bagé somente ganharia uma loja do grupo se o prefeito fosse reeleito.

Bagé nunca ganhou a loja prometida. A previsão é de que os dois não escapam, mesmo que no ano passado o TRE tenha rejeitado ação semelhante contra o prefeito de Santa Rosa, Anderson Mantei (PP), e Luciano Hang.

Também em Santa Rosa a promessa, feita na campanha de 2020, era a de que a cidade teria uma loja da Havan se Mantei vencesse a eleição. Venceu, mas a loja não existe.

A situação de Lara é mais complicada, porque ele já era prefeito em 2020 e tentava a reeleição, quando da campanha considerada abusiva. O julgamento no TRE em Porto Alegre deve começar por volta das 14h.

O resumo é este: Hang foi denunciado em quatro casos pelo mesmo ilícito eleitoral: abuso de poder econômico. Nos casos de Brusque, Bagé, Santa Rosa e agora na ação contra o senador Jorge Seif.

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