Zagallo é do tempo em que escolhiam os melhores

Na Copa de 2014, me diverti fazendo uma pauta-cabeça para Zero Hora, depois de anos de adiamento da ideia: qual havia sido afinal o esquema tático de Zagallo na Copa de 70?

Entrevistei jogadores daquela Seleção, técnicos e comentaristas de futebol e o próprio Zagallo. Queria que eles explicassem a ciência daquela Seleção.

Cada um dizia uma coisa, mas todos convergiam para uma conclusão: aquele time não teria existido, e não jogaria daquele jeito, mesmo com Pelé, Jairzinho, Rivelino, Tostão e Gerson, se não fosse Zagallo.

E Zagallo me disse o elementar, com a singeleza dos sábios: “Coloquei os melhores em campo e arrumei um lugar para cada um deles”.

Tostão, que ele havia transformado em centroavante, numa das mais surpreendentes decisões de um técnico, me disse lá em 2014: Zagallo tem uma inteligência superior.

E contou que Zagallo foi o primeiro técnico que lhe passou com clareza noções de tática e envolvimento total com o jogo. “Nunca haviam me dito, daquele jeito, o que ele me dizia. Nem nos juvenis do Cruzeiro”.

Zagallo é de um tempo em que escolhiam os melhores, em todas as áreas, inclusive na política.

Até a extrema direita, nos anos 70, escolhia os melhores entre eles. Nos últimos anos, se esforçam para escolher os piores.

Viva o gênio Mario Jorge Lobo Zagallo.

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