Realidade diminuída

tamagotchis

O Brasil não debate mais se houve ou não um golpe. Houve, pronto.
O que se debate hoje, nos meios científicos e acadêmicos, é se o jogo Pokémon Go é ou não realidade aumentada.

Seu Mércio, guarda de rua na Aberta dos Morros, acha que é regressão ampliada. Os pokémons que adultos caçam nas ruas pelo celular são a aceleração de um processo regressivo que atinge todas as áreas e pode ter se tornado irreversível.

Um jogo virtual em que barbados abandonam a realidade (como fez um repórter esta semana numa entrevista coletiva na Casa Branca) para caçar bichinhos em salas, praças e calçadas é sintoma de que algo grave está acontecendo ou vai acontecer.

Seu Mércio acha que O Pokémon Go, que Michel Temer, que Padilha, que os sertanejos universitários, que Donald Trump, o axé, que a arte dita contemporânea e outros fenômenos nos farão regredir à Idade Média e dali para tudo o que veio antes.

Em pouco tempo estaremos procurando pokémons nas cavernas.

O guarda sabe do que fala, porque também ele já caçou pokémons à noite, no morro da caixa d’água, na Aberta dos Morros.

Seu Mércio ainda não tem certeza, mas desconfia que a nossa realidade aumentada chegou à política. E que o golpe foi apenas um truque dos fabricantes do jogo Pokémon Go para favorecer Michel Temer.

O interino do Planalto também seria, portanto, um pokémon.

Serra, Geddel, Moreira Franco e outros não teriam chegado ao estágio dos pokemóns e ainda seriam tamagotchis.

 

One thought on “Realidade diminuída

  1. Iremos todos caçar pokemons se o golpe se perpetuar ( me parece irreversível) a partir dele a garrafa vai prestar aguardemos.
    Que tal a operação # .ou temos a melhor polícia do mundo ou os piores terroristas da para escolher.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Website Protected by Spam Master


2 + 2 =