Bibiana admite: seu pai foi um criminoso da ditadura

Olhem com calma o vídeo ao final deste texto com o depoimento da argentina Bibiana Reibaldi, que admite: seu pai foi um oficial do Exército e criminoso da ditadura.

Bibiana integra o coletivo Histórias Desobedientes, criado há seis anos, que congrega pessoas que se apresentam publicamente como familiares de genocidas e se reúnem para tratar suas dores.

O coletivo tem inclusive netos de torturadores. É um gesto de grandeza, que supera o sofrimento que carregam. Em nome do rompimento do silêncio e do compromisso com a verdade, a memória e a justiça.

O coletivo tem ainda mais importância agora, como reação à volta da adoração aos militares e da ameaça real de ascensão da extrema direita ao poder, com o favoritismo do fascista Javier Milei na eleição de domingo.

A vice de Milei, a advogada Victoria Villareal, também é filha de um oficial da ditadura e nega os crimes cometidos pelos militares. O próprio Milei rejeita a estimativa segundo a qual a Argentina teve mais de 30 mil mortos e desaparecidos na ditadura e diz que o que houve no país foi uma guerra contra criminosos e a desordem.

No vídeo abaixo, Bibiana conta constrangida que seu pai, Reibaldi, que trabalhava em centros clandestinos de tortura, morreu impune em 2002.

O jornal Página 12, com livre acesso, tem uma reportagem sobre filhos e netos de assassinos da ditadura.

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