O BOLSONARISMO URUGUAIO

A direita uruguaia está provando do veneno que a extrema direita usou aqui contra Haddad, Lula e o PT nas eleições. Alguém usa lá (há suspeitas de autoria, sem comprovação) a tática de espalhar mentiras.
A vítima por enquanto é Luis Lacalle Pou, pré-candidato do partido Nacional, o velho partido Blanco. Lacalle é de centro-direita, ou seja, da direita que não se assume como tal.
Estão distribuindo contra ele, nas redes sociais, textos fakes do livro “Luis Lacacle Pou, um rebelde a caminho da presidência”, de autoria de Esteban Leonís. Os textos são falsos e alteram a história de Lacalle.
A questão é que Laccalle vai enfrentar nas prévias do partido outro pré-candidato, Juan Sartori (foto), um bilionário de direita, que também finge ser de centro, chamado de Bolsonaro uruguaio.
Sartori (com esse nome, era o que faltava) é o fenômeno dos direitistas uruguaios. Aproximou-se de Bolsonaro e os dois já conversaram. Em Davos, Bolsonaro pediu que Sartori acabe com a esquerda uruguaia.
O que circula em Montevidéu é a conclusão mais óbvia possível. A turma barra pesada de Sartori estaria usando contra o inimigo interno o que aprendeu com os bolsonaristas.
O assunto foi manchete ontem do jornal El País online. Lacalle avisou que vai recorrer à Justiça. É jogo sujo, no modelo que os brasileiros conhecem. As eleições serão em outubro.
Minha amiga Cida Cunha, moradora de Montevidéu, sabe que, se o Sartoribolsonari for para a disputa contra a Frente Ampla de Mujica e de Tabaré Vázquez (o atual presidente), os uruguaios terão uma eleição tão imunda quanto a que aconteceu aqui.

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